quarta-feira, 8 de junho de 2011

Shavuot !

Estamos comemorando Shavuot!  Foi em Shavuot que o Eterno nos outorgou a Torah! Festa onde se entregava no Templo a primeira colheita da cevada, uvas, figos, romãs, azeitonas, tâmaras e do trigo. Seus ensinamentos nos trazem elevação espiritual e nos conduzem ao Mashiach Yeshua. Baruch HaShem!






Chag Shavuot!

Shalom!
Hadassah Chai (Tatiana Calado)

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Identidade Judaica

No ano 70 de nossa era, com a invasão do exército romano liderado pelo general Tito, o Templo Sagrado  foi destruído e a maior parte do povo judeu foi dispersa pelo mundo afora. Avançando um pouco na história, vemos no século XV, na Espanha, mais precisamente no ano de 1492, que os judeus que ali buscaram refúgio, foram expulsos pelos reis católicos e com a aprovação do então Papa Xisto IV. Como consequência, 120 mil judeus foram para Portugal. Mas este "abrigo" não saiu de graça, pois os judeus tiveram que pagar um alto preço para estabelecerem-se ali, pagando 8 ducados de ouro à Coroa Portuguesa. Os judeus que não podiam pagar a quantia estipulada, tinham metade de seus bens confiscados.

Durante anos a fio o povo judeu andou errante procurando um lugar para viverem em paz, já que haviam sido expulsos de sua Terra. Curioso é notar que por onde passaram, de tempos em tempos, levantava-se uma perseguição local e além de serem humilhados e mortos muitas e muitas vezes, a perseverança pela sobrevivência nunca cessou.

Com a união da família real portuguesa com a família real espanhola, através do casamento da filha de um rei católico espanhol com D. manuel, rei de Portugal, torna a permanência judaica em Portugal, um tanto complicada, pois uma das condições impostas pela Coroa Espanhola para que o casamento fosse realizado era que Portugal adotasse as leis da Inquisição praticadas na Espanha.

O rei de Portugal resolveu, então, forçar a conversão dos judeus ao catolicismo romano, em vez de expulsá-los, até porque, esta decisão teve como base o interesse de Portugal que estava sendo beneficiado com os grandes profissionais judeus que estavam contribuindo para o crescimento do país. Os judeus que permaneceram em Portugal, tiveram seus bens confiscados e pagavam caros impostos para obter o direito de ali permanecer.

E o que acontecia com os judeus que se recusavam a tais exigências da Coroa Portuguesa? Bem..., estes eram julgados, condenados e executados nas fogueiras inquisitórias. Por isso, a maioria dos judeus "converteram-se" à força. Tudo para terem sua vida preservada. Outros, porém aceitaram realmente o catolicismo com sua religião, sendo assim, chamados de cristãos-novos. Havia, contudo judeus que aparentemente seguia ao catolicismo, mas em secreto, continuavam praticando o judaísmo, sendo chamados de cripto-judeus/marranos.

O auge da Inquisição portuguesa ocorreu nos séculos XVI e XVII. Como os portugueses alcançaram o Brasil no século XVI, podemos pontuar que foi justamente no auge da Inquisição que vários judeus vieram para o Brasil junto com os portugueses, até porque, muitos deles trabalhavam para a Coroa. Assim, na comitiva de Cabral estava dentre alguns judeus, o famoso Fernando de Noronha. Aqui, trabalharam com o cultivo da cana-de-açúcar e na sua exportação.

Mas por aqui, a perseguição também se fez presente, através da visitação do Santo Ofício. Em 1624 foram executados em Lisboa 25 judeus que aqui estavam. No nordeste, uma batalha foi travada onde os holandeses vencem e dominaram Recife e uma parte do nordeste, afinal, os olhos dos pioneiros das navegações estavam postos na nova terra cheia de riquesas! Com isso, muitos judeus que viviam na Holanda vêm para o Brasil e junto vem também o rabino Itschac Aboab, o primeiro das Américas!

Após um tempo, os holandeses foram expulsos do Brasil e a comunidade judaica sai também. 150 famílias judias deixam a cidade de Recife e 23 judeus, que iam para Amsterdã, foram interceptados por espanhóis, e assim são aprisiondados na Jamaica, sendo libertos pelos franceses que íam para a América do Norte. Este grupo de judeus ajudou a fundar a cidade de Nova York.

Em 1774, enfim, cessa a Inquisição no Brasil! Em 1821, tem fim também em Portugal. O tempo passou..., a Inquisição acabou, porém é curioso notar que, hoje, vemos um pré-conceito, infundado, com relação aos judeus que descendem dos cristãos-novos e dos marranos. Pré-conceito este, que é praticado por muitos judeus de diversos ramos do judaísmo.

Há quem diga, ainda que tal afirmação seja errônea, que os judeus descendentes dos cristãos-novos e marranos, não sejam judeus "legímos"! Tal afirmação é totalmente infundada! 

Ora, não é o descendente de judeu um judeu? Claro que sim! Este tem em seu sangue, em sua história genealógica tal herança! Assim como um índio, ainda que tenha sido gerado e criado numa sociedade não indígena, com outros costumes, alheio a sua cultura primária, não deixa de ser um índio. E se este índio é movido por uma "força interior", uma afinidade que surge em algum momento de sua vida a praticar a cultura indígena, ainda que sem saber que a tal pertença, e mais tarde descobre e prossegue nesta prática, não seria isto a restauração de sua identidade indígena? Claro que sim! Pois assim também ocorre com os judeus e judias que pelos motivos históricos já mencionados, são movidos "naturalmente" a sua cultura e sua fé. Mais tarde, descobrem então, que fazem parte de tal povo, através de pesquisas na história de suas famílias, em pesquisas genealógicas, etc. E assim, passa a entender como as coisas se "encaixam" perfeitamente, e sentem-se confortáveis e familiarizados em sua original cultura e fé! Porém se deparam com uma não aceitação de sua identidade judaica por pessoas de seu próprio povo, que por motivos diversos que só D'us sabe, julgam-nas  pessoas  de "fora" querendo parecer que são, mas não sendo em sua origem, judeus e judias!

Alguém pode dizer: Mas esta questão genealógica não é o mais importante na vida. E eu digo: Realmente, a questão genealógica não é o mais importante na vida de alguém. O mais importante é ter fé e seguir o D'us Único, O Criador, e ao Mashiach prometido nas Escrituras, bem como os mandamentos do Pai. Porém, trato deste assunto, sobre a identidade judaica, por ser algo que, como já dito aqui, tem sido motivo para algumas pessoas sentirem-se "podadas" com receio da não aceitação e discriminação por parte de outros judeus. É por isso que se faz necessário, ao meu ver, um esclarecimento no objetivo de levar a uma reflexão crítica e esclarecedora deste assunto que é fato em nossos dias, colaborando assim para o combate de tal pré-conceito, que como já disse é infundado.

Esta é a triste realidade que merece ser pontuada e denunciada em seu erro e que tem gerado em muitos judeus e judias um certo acanhamento, quanto a assumir sua identidade judaica em público, e principalmente quando há um suposto judeu "legítmo" por perto! pois receiam ser tratados com tal discriminação. Porém quero aproveitar este espaço para declarar aos meus irmãos e irmãs, judeus e judias, descendentes dos cristãos-novos e marranos, que não se acanhem em assumir publicamente, sempre que necessário, sua identidade judaica, que é legítima de fato e de direito!

Descobri minha identidade judaica aos poucos. Tudo começou com minha entrega total ao D'us de Israel e a obediência às Sagradas Escrituas, seguindo com prazer a Sua Lei e os Seus mandamentos, bem como crendo no Mashiach Yeshua conforme profetizados nas Escrituras! Fora isso, uma total afinidade com a cultura judaica, o amor a Erets Israel e à Yerushalayim! Mais tarde, através de pesquisas em família buscando dados genealógicos e comparando com a história, tomei ciência de que minha família tanto do lado materno quanto paterno descendem dos marranos e cristãos-novos.

Hoje, tenho certeza de minha identidade judaica a despeito de qualquer indiferença ou fala contrária de quem quer que seja.

Em tudo isso reconheço que a mão do Eterno me conduziu em Sua direção, em primeiro lugar, e depois à Teshuvah completa! Baruch HaShem!

O D'us de Israel é o sentido da minha existência e os Seus ensinos o prazer da mimha alma!

Shalom!

Hadassah Chai (Tatiana dos Santos Calado)

domingo, 17 de abril de 2011

Pessach !

Pessach, Festa da Libertação Física e Espiritual, Festa da vida!

[Shemót (Êxodo) Capítulo11 e 12]

"E este dia será para vós por lembrança, e o celebrareis como festa para o Eterno em vossas gerações; como estatuto perpétuo o celebrareis. (...) E direis: Sacrifício de Pessach é para o Eterno, que saltou sobre as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu aos egípcios, mas as nossas casas livrou. (...) E foi neste mesmo dia, que tirou o Eterno aos filhos de Israel da terra do Egito, por seus exécitos."   Shemót 12.14, 27, 51

É a Festa da libertação Física porque porque D'us, o Criador, libertou nosso povo, os judeus, da escravidão do Egito e conservou com vida os primogênitos de cada família israelita, bem como os de seus animais, quando a décima praga acometeu os egipcios, levando a morte todos os seus primogênitos atingindo também o primogênito de cada um de seus animais.

Naquele dia, o Eterno, D'us de Israel, ordenou que os hebreus (judeus), matassem um cordeiro e aspergissem seu sangue nos umbrais e na verga de suas portas. Este sangue serviu de sinal da proteção de D'us sobre Seu povo, livrando-os do anjo da morte que passou por cima das casas dos hebreus, não podendo atingi-los.

Após o pôr-do-sol, D'us ordenou que cada família de Seu povo, em suas casas, comessem a carne assada do cordeiro que havia sido imolado com ervas amargas e pães asmos (sem fermento), pois o pão foi feito às pressas e por isso não houve tempo para a levedura de sua massa. Este é o Pessach do Eterno!

D'us ordenou que esta cerimônia fosse realizada anualmente de geração em geração para sempre! Para que se trouxesse a memória o livramento que Ele deu ao Seu povo, conservando os primogênitos com vida e livrando Seu povo da escravidão do Egito.


O pão asmo simboliza o pão da pobreza, devido a vida que levaram durante a escravidão; as ervas amargas simbolizam o sofrimento da escravidão e o cordeiro simboliza o livramento que D'us deu através do seu sangue que serviu de sinal nos umbrais e na verga das portas, ordenando que o povo comesse de sua carne assada.






                                                                          
É a Festa da Libertação Espiritual porque muitos anos mais tarde, D'us faz cumprir a profecia há muito predita, enviando o Mashiach, Yeshua, conforme relatado em Yesha'iahu (Isaías) 53. Ele, Yeshua é a mão forte e o braço estendido do Eterno, o Seu yad chazacah uvzrôa n'tuiah! ( יד חזקה ובזרע נטויה  ) Yeshua morreu num dia de Pessach como "Cordeiro de D'us". Seu sangue vertido no madeiro faz, assim, expiação pelos nossos pecados e nos livra da morte eterna, seu corpo foi pregado na estaca por amor de nós, como corban (sacrifício) nos concedendo assim vida eterna, plena, para o serviço de D'us.

"...e a quem foi revelado o braço do Eterno?... Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si, e nós o reputávamos por aflito, ferido de D'us e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos trás a paz estava sobre ele, e pelas suas pisadura fomos sarados. (...) Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado para o matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca. (...) Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, ..." Yesha'iahu (Isaías) 53

É a Festa da Vida porque como já dito anteriormente, D'us conservou os primogênitos do Seu povo com vida e ainda nos dá vida eterna através de Seu Filho, Yeshua HaMashiach! Vida eterna é a vida em plena comunhão com D'us para sempre!

Vale lembrar, ainda, que Yeshua participou do Pessach antes de morrer e três dias após sua morte, ele ressuscitou, está à direita de D'us e voltará, conforme as profecias, para instituir o reino do Eterno aqui na Terra, mas isto é um assunto para uma outra postagem...

"(... ) 'Como vocês sabem, Pessach terá início daqui a dos dias, e o Filho do Homem será entregue e pregado numa estaca de execução.' (...) No primeiro dia da festa das matsot, os talmidim vieram a Yeshua e lhe perguntaram: 'onde quer que lhe preparemos o seder?' (...) Quando anoiteceu, Yeshua estava reclinado à mesa com os doze talmidim. Enquanto estavam comendo, ... 'Quem mergulha  a matsah no prato, comigo, é o que me trairá. O Filho do Homem morrerá, como prediz o Tanach, (...) Enquanto comiam, Yeshua pegou a matsah , disse a b'rachah, partiu-a, e a deu aos talmidim, dizendo: 'Peguem e comam; isto é o meu corpo! Ele também pegou um cálice de vinho, disse a b'rachah, e o deu a eles dizendo: 'Bebam dele todos vocês! Porque este é o meu sangue, que confirma a Nova Aliança, meu sangue derramado a favor de muitos, para que tenham os pecados perdoados. Eu lhes digo que não beberei deste 'fruto da videira' novamente até o dia em que beberei o vinho novo com vocês no Reino de meu Pai.' Depois de terem cantado o Hallel, saíram para o monte das oliveiras."  Mattityahu 26.2, 17, 20, 23-24, 26-30

Chag Pessach Sameach!

Hadassah Chai (Tatiana Calado)


Para quem estiver interessado, segue abaixo um link que disponibiliza a Hagadah de Pessach:

http://issuu.com/gbcreative/docs/apostila_hagadah_pessach

quarta-feira, 2 de março de 2011

A restauração do entendimento quanto à judaicidade original das Escrituras Sagradas, requer a retirada da "roupagem" romana que tentaram impor ao longo dos tempos!

Sinagoga, Torah, Mitsvot, Pessach! Estes termos podem parecer estranhos para muitos, mas na verdade eles estão nas Sagradas Escrituras e deveriam ser comumente usados por todos nós, desde que surgiram, mas por que será que muitas pessoas não sabem nem que Yeshua é o nome original do Mashiach que foi transliterado do grego para o português como "J e s u s" e que ele, ao invés de frenquentar uma igreja, frequentava o Templo em Yerushalayim e as sinagogas?! Ah! Tem mais! Ele era rabino!! Rabino? Muitos podem perguntar! Isso mesmo! Yeshua era rabino! Vejamos porque todo esse “estranhamento” ocorre em muitos lugares e por parte de muitas pessoas.

A Igreja descendente do movimento reformista surge no séc. XVI. Martinho Lutero um dos principais líderes da Reforma era monge na Instituição criada pelos romanos. Protestou contra as indulgências, e tantas outras mentiras que a Igreja Católica Apostólica Romana estava disseminando e impondo como verdade aos seus fieis. Isto foi um fato positivo da Reforma, visto que denunciou um ponto importante no que diz respeito a salvação, que não está correlacionada às indulgências, cobradas na época. Mas será que o Movimento Reformista deu conta de denunciar todas as mentiras impostas pelos romanos?

Vejamos alguns pontos importantes para que possamos refletir e, assim, compreender melhor o porquê de tanta controvérsia em debates teológicos!

É bom lembrar que os servos de HaShem serviram-No primariamente nos altares edificados ao ar livre – Bereshit (Gn) 4.2-7; 8.20; 12.7-8; 14.17;




posteriormente no Mishcan (Tabernáculo) – Shemót (Êx) 27.1-8; 30.17-21; 25.31-40;




depois no Beit HaMicdash (Templo) em Yerushalayim – 1 Reis 9.1-3; 2 Reis 23.1-3




As sinagogas surgem com a destruição do Primeiro Templo e o cativeiro em Babilônia, e serviam como casa de estudos e oração. Mesmo com a reconstrução do Segundo Templo, as sinagogas permaneceram – Ezras 1.1-5; 3.1-7, 10-13, 6.16-18; Yochanan 10.22-25; Lucas 19.47-48; 6.6 Atos 3.1; 9.20.




Yeshua, o Mashiach, como judeu e rabino (líder religioso que ensinava as Sagradas Escrituras), seguia a Torah e freqüentava tanto o Beit HaMicdash como as sinagogas – Mattityahu 4.23. A comunidade messiânica, fazia da mesma forma, além de reunir-se com frequência nas casas – Atos 2.46-47.

De acordo com os Textos Sagrados, tomamos conhecimento de que Yeshua e seus talmidim comemoravam as Festas ordenadas pelo Eterno, o Shabat era observado..., enfim eles obedeciam aos mandamentos da Torah – Mattityahu 5.16-19.

Chegando no ano 70 podemos ver pelos relatos históricos, um grande conflito em Yerushalayim, pois nesta época o Império Romano já estava mais agressivo contra os judeus e é nesse contexto que o Segundo Beit HaMicdash é destruído. Enquanto os judeus sofriam errantes pelo mundo a fora, o Império Romano fazia valer pela sua força política e cultural as mudanças que lhe aprazia. Mais tarde mudaram o nome da Terra Santa que na época chamava-se Y`hudah (Judeia), para Palestina (palavra descendente de Filístia = filisteu) e à Yerushalaim, chamaram de Aelia Captolina (Aelia foi colocado em homenagem a Publius Aelius Hadrianus, nome do então Imperador romano e Capitolina , por causa do santuário erguido em homenagem a Júpter Capitolino, no local do Templo). Isto é um ponto importante, para podermos refletir, em como o Império romano fez para tentar “apagar” da memória das pessoas toda a verdadeira história judaica, sua cultura e fé. Não podemos deixar de observar, que mesmo em pouquíssimo número, sempre houve a presença de judeus em sua terra, apesar da dispersão em massa.

No séc. IV, Constantino, resolve criar uma instituição religiosa. Ele tentou romanizar as Sagradas Escrituras e fazer disso uma religião universal. Assim, através de sua influência, o poder romano disseminou sua religião e cultura helênica (grega) pelo mundo. Assim surge a “nova” instituição pagã do Império Romano! Somente no séc. XVI, como anteriormente citado, surge a Reforma Protestante e, com ela, muitas instituições denominacionais que trouxeram consigo muitas características da Igreja Romana, como por exemplo, a comemoração do Natal e a abolição das Festas Sagradas, a mudança do calendário judaico pelo gregoriano, dentre outras. Por conta de um novo calendário, o gregoriano, criado pelo papa Gregório, consequentemente ocasionou uma mudança na comemoração da Festa de Pessach (Páscoa), que também passa a ser comemorada ritualmente diferente da maneira como está relatada na Torah, além disso, passam a fazer seleção dos mandamentos que devem ser observados. Surge muita “novidade” como a nomenclatura “Antigo Testamento”, quando na verdade o conjunto dos livros da Torah, mais os livros dos Profetas e os demais Escritos Sagrados é chamado de TaNaCh, que é uma palavra formada pelas letras iniciais dos grupos dos livros que o formam: T (Torah) Gênesis à Deuteronômio, N (Neviim) = Profetas, Ch (Chetuvim) = Escritos.

Esses são apenas alguns exemplos, dentre muitos outros, das mudanças imposta pela Instituição Romana e que até hoje traz tanto conflito na compreensão de muita gente.

É bom lembrar também que Lutero apesar de ter denunciado algumas mentiras da Igreja Romana, infelizmente, por outro lado, mandou destruir as sinagogas, queimar os livros judaicos de oração, perseguiu os rabinos além de ordenar maus tratos aos judeus de diversas maneiras...

O conhecimento de tais fatos históricos traz maior esclarecimento a respeito do motivo pelo qual muita gente ainda continua a desconhecer muitas verdades das Sagradas Escrituras e acabam reproduzindo o discurso que fora propagado por Roma durante séculos.

Porém, estamos vivendo um tempo de Restauração, um momento na história em que as verdades das Escrituras Sagradas estão sendo compreendidas por muitas pessoas em todo mundo e isto faz parte do preparo para o retorno do Mashiach, pois antes dele voltar, sua Comunidade deve estar de volta à sua originalidade, tanto em entendimento, quanto em prática com relação ao serviço de adoração a HaShem.

Apesar das atitudes dos babilônicos, dos romanos, de Lutero, de Hitler, de Ahmadinejad, e todos os que odeiam os judeus em todos os tempos, maior é quem está protegendo o povo de Israel - O Guardião de Israel! Adonai Tsevaot! Ele jamais permitirá que Seu povo seja destruído, nem Sua palavra profanada, pois Ele mesmo é quem está comandando Seu exército para cumprir o Seu intento de Restauração. A Restauração de toda a Verdade para que o retorno do Mashiach se realize em tempo oportuno e determinado por Ele.

Vejamos agora algumas práticas realizadas pelos servos de HaShem na época de Yeshua e que o domínio romano tentou “apagar” da vida das pessoas devotas ao Eterno:


- B`rit Milah (Circuncisão) - Bereshit 17.9-13:


“No oitavo dia, data da realização do B`rit Milah, foi-lhe dado o nome Yeshua, usado pelo anjo para chamá-lo antes de sua concepção.”  Lucas 2.21

“No oitavo dia, era realização do B`rit Milah do menino. Queriam lhe dar o nome de Z`kharyah,... ‘Não , ele será chamado Yochanan’”.  Lucas 1.59-61



- Pidion Haben (Redenção do Filho Primogênito) - Shemot (Êx) 12.11-14:


“Ao chegar o tempo da purificação deles, de acordo com a Torah de Mosheh, Yosef e Miryam o levaram a Yerushalayim para apresentá-lo a ADONAI (como está escrito na Torah de ADONAI: ‘Todo primogênito do sexo masculino deve ser consagrado a ADONAI’) e também para oferecer o sacrifício de um par de rolinhas ou dois pombinhos, de acordo com a Torah de ADONAI.”  Lucas 2.22-24



- Festas ordenada por HaShem:


Shabat - Bereshit 2.2-3; Shemót 16.25-30:




“Foi a Natzeret, onde havia sido criado, e no shabat se dirigiu à sinagoga,como de costume. Levantou-se para ler, e lhe foi dado o rolo do profeta Yesha`yahu. (...)”  Lucas 4.16-17

 “...No shabat, as mulheres descansaram, em obediência ao mandamento.”  Lucas 23.56






Pessach - Shemot 12.1-20:





“No primeiro dia da festa das matzot, os talmidim vieram a Yeshua e lhe perguntaram: ‘Onde quer que lhe preparemos seder? (...)" Mattityahu (Mt) 26.17










Shavuot (Pentecostes) - Vayikrá (Lv) 23.15-16; Devarim (Dt) 16.9-12




     









“Chegou a Festa de Shavu`ot e os crentes estavam todos reunidos em um só lugar.”  Atos 2.1




Sucot – Vayicrá (Lv) 23.40-43:







“No último dia da festa, Hoshana Rabbah, Yeshua se levantou e disse em alta voz: ‘Se alguém tem sede, venha a mim e beba! Quem deposita a confiança em mim, como dizem as Escrituras, rios de água viva fluirão do seu interior!”  Yochanan 7.37-38





- Festa instituída pelo povo judeu por ter o Eterno operado milagres:


Chanucá







“Chegou o tempo de Chanucá, Yerushalayim. Era inverno, e Yeshua estava andando na área do Templo, caminhando pela colunata de Sh`lomoh”.  Yochanan 10.22


Note que tomei o cuidado de mencionar as passagens registradas no B`rit Hadasah de fatos da Época de Yeshua, ou posterior, para que possamos ter atenção quando lermos o B`rit Hadashah, entendermos que essa falsa história de abolição da Torah, que alguns querem insistir em continuar propagando não procede. Isto realmente não faz sentido algum, é totalmente contraditório, pois toda a Comunidade Messiânica obedecia e continua obedecendo a Torah. O próprio Yeshua deixou explícito que devemos observá-la. Assim ele recomendou ao homem rico:


“... ‘Rabbi, que boa ação deverei fazer para ter a vida eterna?’ Yeshua lhe disse: ‘...Se você quer obter a vida eterna, obedeça às mitzvot’. (...)"  Mattityahu 19.16-17


Ninguém tem autoridade para mudar a palavra de HaShem, Ele é Soberano, é o El Shadai. Seu filho e Ele estão em concordância e aqueles que querem segui-Lo devem estar também em concordância com Sua palavra. A Torah não foi abolida! Ela está viva! Yeshua é a Torah viva!!!

O que era lido e estudado nas sinagogas? Todo o Tanach! Não havia o B`rit Hadashah, inclusive só pelo ano 70, provavelmente, foi escrito o Evangelho segundo Lucas, mas Yochanan deixa bem claro o objetivo da escrita dos relatos a respeito da vida de Yeshua, que é para que creiamos que ele é o Mashiach, o Filho do Eterno:


“Yeshua realizou muitos outros milagres na presença dos talmidim, que não estão registrados neste livro. Mas estes foram escritos aqui para que vocês possam confiar que Yeshua é o Messias, o Filho de D`us, e que, mediante essa confiança, tenham vida por causa de quem ele é.” Yochanan 20.30



Quando lemos as cartas dos talmidim como as de Sha`ul, as de Yochanan, e dos demais que escreveram, podemos observar o que se passava na época, as questões que se discutiam, como estava a situação das congregações, e a solução dos problemas apresentados, além dos relatos de divulgação das boas novas e dos milagres que foram feitos. Tudo isto foi escrito muito tempo depois que Yeshua ascendeu ao Pai e toda aquela comunidade seguia a Torah, como dito anteriormente. Vemos como Sha`ul fala sobre a Torah de maneira difícil, mas quando lemos com cuidado podemos entender seus escritos, que jamais entram em contradição com as Escrituras Sagradas, Sha`ul era muito instruído para escrever de maneira contraditória, ele não poderia negar as palavras de Yeshua, felizmente ele não negou, pelo contrário, sofreu perseguições por crer ser ele o Mashiach profetizado no Tanach! Sha`ul valorizou a Torah:



“Portanto a Torah é santa; isto é, o mandamento é santo justo e bom.” Romanos 7.12



Veja que a questão da tradução das Escrituras é importante no que diz respeito a obter um entendimento mais esclarecido, principalmente quando se trata de trechos onde não se encontra de maneira clara o que o autor quer dizer.

Sabemos pela história o que a Inquisição fez aos que se atreviam a traduzir os Textos Sagrados, morriam queimados! Para surpresa dos opositores, cada ano que passa mais esclarecido o povo fica, pois além de tudo, o próprio D`us abre o entendimento dos que O buscam com sinceridade de coração. Nesta luta, chegamos ao ponto onde estamos, entre tantos embates, estamos na reta final, não dá mais para ocultar o que está revelado e “clarificado”! Uma “onda” de esclarecimento está inundando a terra, e o povo que serve ao Eterno está, cada vez mais, compreendendo Sua santa Palavra!

Temos hoje a Terra Prometida com o nome que lhe cabe! Chama-se: Estado de Israel e sua capital é Yerushalayim!!!




Agora, imagine Yeshua! Ele não usava toga romana vermelha, ele usava um belo talit (Lc 8.44), ele também orava em hebraico, fazia as berachot (bênçãos) na língua sagrada nas ocasiões como era costume entre os judeus, antes do partir do pão; etc (Lc 9.16), ele fazia parashiot para os seus talmidim ouvirem no shabat(Mt 4.23), Lia a haftará nas sinagogas (Lc 4.16-21), comia matsah e ervas amargas uma vez ao ano no seder de Pessach !!(Mt 26.26-27) Esse é o meu Mashiach, esse é o Mashiach profetizado no Tanach, o Filho de HaShem, que andava no meio dos desprezados para lhes levar a libertação e cura !! (Lc.5.29-32) Denunciava o legalismo dos p`rushim (fariseus) e ensinava a correta observação das mitsvot (Lc 13.14-17). Homem simples e ao mesmo tempo cheio de sabedoria e autoridade inigualável ! (Mc 1.21-22) Perfeito, nunca pecou e está vivo para nos ajudar em todos os momentos de nossa vida !(Mt 28.5-6; 11.28-30) Inclusive para abrir a vista aos cegos tanto física como espiritualmente, para fazer os coxos andarem tanto física, como espiritualmente, para curar qualquer enfermidade do corpo, como da alma! (Lc 6.17-19) Ele é o judeu Yeshua, o meu Salvador, o meu Mashiach! Enviado pelo Pai, meu Pai – o Eterno de Israel! Baruch HaShem!



Belas são as palavras de Yeshua, bem como seus ensinos, por isso a multidão o seguia e até hoje é assim!


“Não pensem que vim abolir a Torah ou os profetas. Não vim abolir, mas completar. Sim, é verdade! Digo a vocês: até que os céus e a terra passem, nem mesmo um yud ou um traço da Torah passará – não até que todas as coisas que precisam acontecer tenham ocorrido. Portanto, quem desobedecer à menor dessas mitsvot e ensinar outras pessoas a agirem da mesma forma será chamado ‘maior’no Reino do Céu.”  Mattityahu 5.17-19



Baruch Atá Adonai Eloheinu Mélech Haolam!!

Hadassah Chai (Tatiana Calado)