domingo, 17 de abril de 2011

Pessach !

Pessach, Festa da Libertação Física e Espiritual, Festa da vida!

[Shemót (Êxodo) Capítulo11 e 12]

"E este dia será para vós por lembrança, e o celebrareis como festa para o Eterno em vossas gerações; como estatuto perpétuo o celebrareis. (...) E direis: Sacrifício de Pessach é para o Eterno, que saltou sobre as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu aos egípcios, mas as nossas casas livrou. (...) E foi neste mesmo dia, que tirou o Eterno aos filhos de Israel da terra do Egito, por seus exécitos."   Shemót 12.14, 27, 51

É a Festa da libertação Física porque porque D'us, o Criador, libertou nosso povo, os judeus, da escravidão do Egito e conservou com vida os primogênitos de cada família israelita, bem como os de seus animais, quando a décima praga acometeu os egipcios, levando a morte todos os seus primogênitos atingindo também o primogênito de cada um de seus animais.

Naquele dia, o Eterno, D'us de Israel, ordenou que os hebreus (judeus), matassem um cordeiro e aspergissem seu sangue nos umbrais e na verga de suas portas. Este sangue serviu de sinal da proteção de D'us sobre Seu povo, livrando-os do anjo da morte que passou por cima das casas dos hebreus, não podendo atingi-los.

Após o pôr-do-sol, D'us ordenou que cada família de Seu povo, em suas casas, comessem a carne assada do cordeiro que havia sido imolado com ervas amargas e pães asmos (sem fermento), pois o pão foi feito às pressas e por isso não houve tempo para a levedura de sua massa. Este é o Pessach do Eterno!

D'us ordenou que esta cerimônia fosse realizada anualmente de geração em geração para sempre! Para que se trouxesse a memória o livramento que Ele deu ao Seu povo, conservando os primogênitos com vida e livrando Seu povo da escravidão do Egito.


O pão asmo simboliza o pão da pobreza, devido a vida que levaram durante a escravidão; as ervas amargas simbolizam o sofrimento da escravidão e o cordeiro simboliza o livramento que D'us deu através do seu sangue que serviu de sinal nos umbrais e na verga das portas, ordenando que o povo comesse de sua carne assada.






                                                                          
É a Festa da Libertação Espiritual porque muitos anos mais tarde, D'us faz cumprir a profecia há muito predita, enviando o Mashiach, Yeshua, conforme relatado em Yesha'iahu (Isaías) 53. Ele, Yeshua é a mão forte e o braço estendido do Eterno, o Seu yad chazacah uvzrôa n'tuiah! ( יד חזקה ובזרע נטויה  ) Yeshua morreu num dia de Pessach como "Cordeiro de D'us". Seu sangue vertido no madeiro faz, assim, expiação pelos nossos pecados e nos livra da morte eterna, seu corpo foi pregado na estaca por amor de nós, como corban (sacrifício) nos concedendo assim vida eterna, plena, para o serviço de D'us.

"...e a quem foi revelado o braço do Eterno?... Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si, e nós o reputávamos por aflito, ferido de D'us e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos trás a paz estava sobre ele, e pelas suas pisadura fomos sarados. (...) Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado para o matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca. (...) Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, ..." Yesha'iahu (Isaías) 53

É a Festa da Vida porque como já dito anteriormente, D'us conservou os primogênitos do Seu povo com vida e ainda nos dá vida eterna através de Seu Filho, Yeshua HaMashiach! Vida eterna é a vida em plena comunhão com D'us para sempre!

Vale lembrar, ainda, que Yeshua participou do Pessach antes de morrer e três dias após sua morte, ele ressuscitou, está à direita de D'us e voltará, conforme as profecias, para instituir o reino do Eterno aqui na Terra, mas isto é um assunto para uma outra postagem...

"(... ) 'Como vocês sabem, Pessach terá início daqui a dos dias, e o Filho do Homem será entregue e pregado numa estaca de execução.' (...) No primeiro dia da festa das matsot, os talmidim vieram a Yeshua e lhe perguntaram: 'onde quer que lhe preparemos o seder?' (...) Quando anoiteceu, Yeshua estava reclinado à mesa com os doze talmidim. Enquanto estavam comendo, ... 'Quem mergulha  a matsah no prato, comigo, é o que me trairá. O Filho do Homem morrerá, como prediz o Tanach, (...) Enquanto comiam, Yeshua pegou a matsah , disse a b'rachah, partiu-a, e a deu aos talmidim, dizendo: 'Peguem e comam; isto é o meu corpo! Ele também pegou um cálice de vinho, disse a b'rachah, e o deu a eles dizendo: 'Bebam dele todos vocês! Porque este é o meu sangue, que confirma a Nova Aliança, meu sangue derramado a favor de muitos, para que tenham os pecados perdoados. Eu lhes digo que não beberei deste 'fruto da videira' novamente até o dia em que beberei o vinho novo com vocês no Reino de meu Pai.' Depois de terem cantado o Hallel, saíram para o monte das oliveiras."  Mattityahu 26.2, 17, 20, 23-24, 26-30

Chag Pessach Sameach!

Hadassah Chai (Tatiana Calado)


Para quem estiver interessado, segue abaixo um link que disponibiliza a Hagadah de Pessach:

http://issuu.com/gbcreative/docs/apostila_hagadah_pessach

quarta-feira, 2 de março de 2011

A restauração do entendimento quanto à judaicidade original das Escrituras Sagradas, requer a retirada da "roupagem" romana que tentaram impor ao longo dos tempos!

Sinagoga, Torah, Mitsvot, Pessach! Estes termos podem parecer estranhos para muitos, mas na verdade eles estão nas Sagradas Escrituras e deveriam ser comumente usados por todos nós, desde que surgiram, mas por que será que muitas pessoas não sabem nem que Yeshua é o nome original do Mashiach que foi transliterado do grego para o português como "J e s u s" e que ele, ao invés de frenquentar uma igreja, frequentava o Templo em Yerushalayim e as sinagogas?! Ah! Tem mais! Ele era rabino!! Rabino? Muitos podem perguntar! Isso mesmo! Yeshua era rabino! Vejamos porque todo esse “estranhamento” ocorre em muitos lugares e por parte de muitas pessoas.

A Igreja descendente do movimento reformista surge no séc. XVI. Martinho Lutero um dos principais líderes da Reforma era monge na Instituição criada pelos romanos. Protestou contra as indulgências, e tantas outras mentiras que a Igreja Católica Apostólica Romana estava disseminando e impondo como verdade aos seus fieis. Isto foi um fato positivo da Reforma, visto que denunciou um ponto importante no que diz respeito a salvação, que não está correlacionada às indulgências, cobradas na época. Mas será que o Movimento Reformista deu conta de denunciar todas as mentiras impostas pelos romanos?

Vejamos alguns pontos importantes para que possamos refletir e, assim, compreender melhor o porquê de tanta controvérsia em debates teológicos!

É bom lembrar que os servos de HaShem serviram-No primariamente nos altares edificados ao ar livre – Bereshit (Gn) 4.2-7; 8.20; 12.7-8; 14.17;




posteriormente no Mishcan (Tabernáculo) – Shemót (Êx) 27.1-8; 30.17-21; 25.31-40;




depois no Beit HaMicdash (Templo) em Yerushalayim – 1 Reis 9.1-3; 2 Reis 23.1-3




As sinagogas surgem com a destruição do Primeiro Templo e o cativeiro em Babilônia, e serviam como casa de estudos e oração. Mesmo com a reconstrução do Segundo Templo, as sinagogas permaneceram – Ezras 1.1-5; 3.1-7, 10-13, 6.16-18; Yochanan 10.22-25; Lucas 19.47-48; 6.6 Atos 3.1; 9.20.




Yeshua, o Mashiach, como judeu e rabino (líder religioso que ensinava as Sagradas Escrituras), seguia a Torah e freqüentava tanto o Beit HaMicdash como as sinagogas – Mattityahu 4.23. A comunidade messiânica, fazia da mesma forma, além de reunir-se com frequência nas casas – Atos 2.46-47.

De acordo com os Textos Sagrados, tomamos conhecimento de que Yeshua e seus talmidim comemoravam as Festas ordenadas pelo Eterno, o Shabat era observado..., enfim eles obedeciam aos mandamentos da Torah – Mattityahu 5.16-19.

Chegando no ano 70 podemos ver pelos relatos históricos, um grande conflito em Yerushalayim, pois nesta época o Império Romano já estava mais agressivo contra os judeus e é nesse contexto que o Segundo Beit HaMicdash é destruído. Enquanto os judeus sofriam errantes pelo mundo a fora, o Império Romano fazia valer pela sua força política e cultural as mudanças que lhe aprazia. Mais tarde mudaram o nome da Terra Santa que na época chamava-se Y`hudah (Judeia), para Palestina (palavra descendente de Filístia = filisteu) e à Yerushalaim, chamaram de Aelia Captolina (Aelia foi colocado em homenagem a Publius Aelius Hadrianus, nome do então Imperador romano e Capitolina , por causa do santuário erguido em homenagem a Júpter Capitolino, no local do Templo). Isto é um ponto importante, para podermos refletir, em como o Império romano fez para tentar “apagar” da memória das pessoas toda a verdadeira história judaica, sua cultura e fé. Não podemos deixar de observar, que mesmo em pouquíssimo número, sempre houve a presença de judeus em sua terra, apesar da dispersão em massa.

No séc. IV, Constantino, resolve criar uma instituição religiosa. Ele tentou romanizar as Sagradas Escrituras e fazer disso uma religião universal. Assim, através de sua influência, o poder romano disseminou sua religião e cultura helênica (grega) pelo mundo. Assim surge a “nova” instituição pagã do Império Romano! Somente no séc. XVI, como anteriormente citado, surge a Reforma Protestante e, com ela, muitas instituições denominacionais que trouxeram consigo muitas características da Igreja Romana, como por exemplo, a comemoração do Natal e a abolição das Festas Sagradas, a mudança do calendário judaico pelo gregoriano, dentre outras. Por conta de um novo calendário, o gregoriano, criado pelo papa Gregório, consequentemente ocasionou uma mudança na comemoração da Festa de Pessach (Páscoa), que também passa a ser comemorada ritualmente diferente da maneira como está relatada na Torah, além disso, passam a fazer seleção dos mandamentos que devem ser observados. Surge muita “novidade” como a nomenclatura “Antigo Testamento”, quando na verdade o conjunto dos livros da Torah, mais os livros dos Profetas e os demais Escritos Sagrados é chamado de TaNaCh, que é uma palavra formada pelas letras iniciais dos grupos dos livros que o formam: T (Torah) Gênesis à Deuteronômio, N (Neviim) = Profetas, Ch (Chetuvim) = Escritos.

Esses são apenas alguns exemplos, dentre muitos outros, das mudanças imposta pela Instituição Romana e que até hoje traz tanto conflito na compreensão de muita gente.

É bom lembrar também que Lutero apesar de ter denunciado algumas mentiras da Igreja Romana, infelizmente, por outro lado, mandou destruir as sinagogas, queimar os livros judaicos de oração, perseguiu os rabinos além de ordenar maus tratos aos judeus de diversas maneiras...

O conhecimento de tais fatos históricos traz maior esclarecimento a respeito do motivo pelo qual muita gente ainda continua a desconhecer muitas verdades das Sagradas Escrituras e acabam reproduzindo o discurso que fora propagado por Roma durante séculos.

Porém, estamos vivendo um tempo de Restauração, um momento na história em que as verdades das Escrituras Sagradas estão sendo compreendidas por muitas pessoas em todo mundo e isto faz parte do preparo para o retorno do Mashiach, pois antes dele voltar, sua Comunidade deve estar de volta à sua originalidade, tanto em entendimento, quanto em prática com relação ao serviço de adoração a HaShem.

Apesar das atitudes dos babilônicos, dos romanos, de Lutero, de Hitler, de Ahmadinejad, e todos os que odeiam os judeus em todos os tempos, maior é quem está protegendo o povo de Israel - O Guardião de Israel! Adonai Tsevaot! Ele jamais permitirá que Seu povo seja destruído, nem Sua palavra profanada, pois Ele mesmo é quem está comandando Seu exército para cumprir o Seu intento de Restauração. A Restauração de toda a Verdade para que o retorno do Mashiach se realize em tempo oportuno e determinado por Ele.

Vejamos agora algumas práticas realizadas pelos servos de HaShem na época de Yeshua e que o domínio romano tentou “apagar” da vida das pessoas devotas ao Eterno:


- B`rit Milah (Circuncisão) - Bereshit 17.9-13:


“No oitavo dia, data da realização do B`rit Milah, foi-lhe dado o nome Yeshua, usado pelo anjo para chamá-lo antes de sua concepção.”  Lucas 2.21

“No oitavo dia, era realização do B`rit Milah do menino. Queriam lhe dar o nome de Z`kharyah,... ‘Não , ele será chamado Yochanan’”.  Lucas 1.59-61



- Pidion Haben (Redenção do Filho Primogênito) - Shemot (Êx) 12.11-14:


“Ao chegar o tempo da purificação deles, de acordo com a Torah de Mosheh, Yosef e Miryam o levaram a Yerushalayim para apresentá-lo a ADONAI (como está escrito na Torah de ADONAI: ‘Todo primogênito do sexo masculino deve ser consagrado a ADONAI’) e também para oferecer o sacrifício de um par de rolinhas ou dois pombinhos, de acordo com a Torah de ADONAI.”  Lucas 2.22-24



- Festas ordenada por HaShem:


Shabat - Bereshit 2.2-3; Shemót 16.25-30:




“Foi a Natzeret, onde havia sido criado, e no shabat se dirigiu à sinagoga,como de costume. Levantou-se para ler, e lhe foi dado o rolo do profeta Yesha`yahu. (...)”  Lucas 4.16-17

 “...No shabat, as mulheres descansaram, em obediência ao mandamento.”  Lucas 23.56






Pessach - Shemot 12.1-20:





“No primeiro dia da festa das matzot, os talmidim vieram a Yeshua e lhe perguntaram: ‘Onde quer que lhe preparemos seder? (...)" Mattityahu (Mt) 26.17










Shavuot (Pentecostes) - Vayikrá (Lv) 23.15-16; Devarim (Dt) 16.9-12




     









“Chegou a Festa de Shavu`ot e os crentes estavam todos reunidos em um só lugar.”  Atos 2.1




Sucot – Vayicrá (Lv) 23.40-43:







“No último dia da festa, Hoshana Rabbah, Yeshua se levantou e disse em alta voz: ‘Se alguém tem sede, venha a mim e beba! Quem deposita a confiança em mim, como dizem as Escrituras, rios de água viva fluirão do seu interior!”  Yochanan 7.37-38





- Festa instituída pelo povo judeu por ter o Eterno operado milagres:


Chanucá







“Chegou o tempo de Chanucá, Yerushalayim. Era inverno, e Yeshua estava andando na área do Templo, caminhando pela colunata de Sh`lomoh”.  Yochanan 10.22


Note que tomei o cuidado de mencionar as passagens registradas no B`rit Hadasah de fatos da Época de Yeshua, ou posterior, para que possamos ter atenção quando lermos o B`rit Hadashah, entendermos que essa falsa história de abolição da Torah, que alguns querem insistir em continuar propagando não procede. Isto realmente não faz sentido algum, é totalmente contraditório, pois toda a Comunidade Messiânica obedecia e continua obedecendo a Torah. O próprio Yeshua deixou explícito que devemos observá-la. Assim ele recomendou ao homem rico:


“... ‘Rabbi, que boa ação deverei fazer para ter a vida eterna?’ Yeshua lhe disse: ‘...Se você quer obter a vida eterna, obedeça às mitzvot’. (...)"  Mattityahu 19.16-17


Ninguém tem autoridade para mudar a palavra de HaShem, Ele é Soberano, é o El Shadai. Seu filho e Ele estão em concordância e aqueles que querem segui-Lo devem estar também em concordância com Sua palavra. A Torah não foi abolida! Ela está viva! Yeshua é a Torah viva!!!

O que era lido e estudado nas sinagogas? Todo o Tanach! Não havia o B`rit Hadashah, inclusive só pelo ano 70, provavelmente, foi escrito o Evangelho segundo Lucas, mas Yochanan deixa bem claro o objetivo da escrita dos relatos a respeito da vida de Yeshua, que é para que creiamos que ele é o Mashiach, o Filho do Eterno:


“Yeshua realizou muitos outros milagres na presença dos talmidim, que não estão registrados neste livro. Mas estes foram escritos aqui para que vocês possam confiar que Yeshua é o Messias, o Filho de D`us, e que, mediante essa confiança, tenham vida por causa de quem ele é.” Yochanan 20.30



Quando lemos as cartas dos talmidim como as de Sha`ul, as de Yochanan, e dos demais que escreveram, podemos observar o que se passava na época, as questões que se discutiam, como estava a situação das congregações, e a solução dos problemas apresentados, além dos relatos de divulgação das boas novas e dos milagres que foram feitos. Tudo isto foi escrito muito tempo depois que Yeshua ascendeu ao Pai e toda aquela comunidade seguia a Torah, como dito anteriormente. Vemos como Sha`ul fala sobre a Torah de maneira difícil, mas quando lemos com cuidado podemos entender seus escritos, que jamais entram em contradição com as Escrituras Sagradas, Sha`ul era muito instruído para escrever de maneira contraditória, ele não poderia negar as palavras de Yeshua, felizmente ele não negou, pelo contrário, sofreu perseguições por crer ser ele o Mashiach profetizado no Tanach! Sha`ul valorizou a Torah:



“Portanto a Torah é santa; isto é, o mandamento é santo justo e bom.” Romanos 7.12



Veja que a questão da tradução das Escrituras é importante no que diz respeito a obter um entendimento mais esclarecido, principalmente quando se trata de trechos onde não se encontra de maneira clara o que o autor quer dizer.

Sabemos pela história o que a Inquisição fez aos que se atreviam a traduzir os Textos Sagrados, morriam queimados! Para surpresa dos opositores, cada ano que passa mais esclarecido o povo fica, pois além de tudo, o próprio D`us abre o entendimento dos que O buscam com sinceridade de coração. Nesta luta, chegamos ao ponto onde estamos, entre tantos embates, estamos na reta final, não dá mais para ocultar o que está revelado e “clarificado”! Uma “onda” de esclarecimento está inundando a terra, e o povo que serve ao Eterno está, cada vez mais, compreendendo Sua santa Palavra!

Temos hoje a Terra Prometida com o nome que lhe cabe! Chama-se: Estado de Israel e sua capital é Yerushalayim!!!




Agora, imagine Yeshua! Ele não usava toga romana vermelha, ele usava um belo talit (Lc 8.44), ele também orava em hebraico, fazia as berachot (bênçãos) na língua sagrada nas ocasiões como era costume entre os judeus, antes do partir do pão; etc (Lc 9.16), ele fazia parashiot para os seus talmidim ouvirem no shabat(Mt 4.23), Lia a haftará nas sinagogas (Lc 4.16-21), comia matsah e ervas amargas uma vez ao ano no seder de Pessach !!(Mt 26.26-27) Esse é o meu Mashiach, esse é o Mashiach profetizado no Tanach, o Filho de HaShem, que andava no meio dos desprezados para lhes levar a libertação e cura !! (Lc.5.29-32) Denunciava o legalismo dos p`rushim (fariseus) e ensinava a correta observação das mitsvot (Lc 13.14-17). Homem simples e ao mesmo tempo cheio de sabedoria e autoridade inigualável ! (Mc 1.21-22) Perfeito, nunca pecou e está vivo para nos ajudar em todos os momentos de nossa vida !(Mt 28.5-6; 11.28-30) Inclusive para abrir a vista aos cegos tanto física como espiritualmente, para fazer os coxos andarem tanto física, como espiritualmente, para curar qualquer enfermidade do corpo, como da alma! (Lc 6.17-19) Ele é o judeu Yeshua, o meu Salvador, o meu Mashiach! Enviado pelo Pai, meu Pai – o Eterno de Israel! Baruch HaShem!



Belas são as palavras de Yeshua, bem como seus ensinos, por isso a multidão o seguia e até hoje é assim!


“Não pensem que vim abolir a Torah ou os profetas. Não vim abolir, mas completar. Sim, é verdade! Digo a vocês: até que os céus e a terra passem, nem mesmo um yud ou um traço da Torah passará – não até que todas as coisas que precisam acontecer tenham ocorrido. Portanto, quem desobedecer à menor dessas mitsvot e ensinar outras pessoas a agirem da mesma forma será chamado ‘maior’no Reino do Céu.”  Mattityahu 5.17-19



Baruch Atá Adonai Eloheinu Mélech Haolam!!

Hadassah Chai (Tatiana Calado)

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Sionismo e o Estado de Israel

O termo Sionismo deriva da palavra Sion (  ציון  - Tsion, em hebraico) e refere-se a Yerushalayim (Jerusalém) e também a Erets Israel (Terra de Israel).

O Sionismo é um movimento ideológico organizado, objetivando o direito de retorno do povo judeu viver livre em sua própria terra. Este movimento formalizou-se em 1897 durante o Primeiro Congresso Sionista liderado por Teodor Herzl, em Basileia, na Suíça. Porém, muito antes de sua formalização, este movimento já existia na prática, devido a grande opressão sofrida pelos judeus em terras estrangeiras.

O esforço perseverante do povo judeu em livrar-se das perseguições, maus tratos e morte pelos seus opressortes, levou-os à luta pelo retorno à sua antiga terra - Erets Israel. Nesse processo, o povo judeu organizou-se e enfrentou a contínua perseguições, onde quer que estivessem. Seus opressores, nos países onde estavam exilados esforçavam-se para impedir seu retorno. Neste sentido a Grã-Bretanha, teve uma participação duramente vergonhosa diante dos inúmeros apelos do povo judeu em vista dos sofrimentos vividos e buscando refúgio em sua própria terra, porém quando o domínio sobre Erets Israel estava nas mãos dos britânicos, não moveram uma "palha" para ajudar os judeus em seu dessespero pela sobrevivência, pelo contrário, empenhavam-se por bloquear as entradas marítimas em Erets Israel capturando sempre que podia, os navios clandestinos que chegavam, porém os organizadores da imigração clandestina usavam de maravilhosas estratégias para furar o bloqueio e assim, muitos judeus puderam ir aos poucos e a duras penas retornar ao seu antigo "lar". Lar este que viviam desde a época do patriarca Avraham (Abraão) consolidando-se tempos depois com a comitiva de Yehoshua (Josué), o sucessor de Mosheh (Moisés) e que milênios depois ficou em poder dos romanos a partir da  invasão com seu exército liderado pelo general Tito no ano 70. E assim, tendo arrazado a cidade de Yerushalayim e destruído o Beit Hamicdash (Templo Sagrado), os judeus foram expulsos de sua terra. Guerras foram travadas na costa de Erets Israel, documentos falsificados, e muitas outras estratégias bem organizadas eram executadas pelos sionistas para que se conseguisse o objetivo principal, entrar em sua terra e fugir do antissemitismo.

Ainda que o movimento sionista não seja um movimento religioso, vemos com clareza, o D`us de Avraham, Itschac e Yaacov operando milagres e maravilhas em favor de seu povo. Sendo assim, percebemos as profecias das Sagradas Escrituras  pelos profetas de Israel, se cumprindo, principalmente as relacionadas sobre a dispersão, exílio em terras estrangeiras e a restauração de seu povo em sua própria terra.

Muitas dessas profecias já se cumpriram, bem como a que diz respeito a dispersão, o retorno e a restauração, vide a restauração do Estado Judeu. Neste sentido, a cada dia, o Estado de Israel continua recebendo mais e mais judeus em sua terra. Porém, ainda falta uma parte desta profecia se cumprir, a que diz respeito ao retorno do Mashiach e a guerra que precederá este retorno, quando D'us, mais uma vez intervirá em favor de seu povo e então o Mashiach voltará e todo o Israel o reconhecerá!

Eis algumas referências:

 Yesha'yahu (Isaías) 29.3; Yirmeyahu (Jeremias) 6.6; Yechezk`el (Exequiel) 4.2; Z'chariah (Zacarias) 12.3, 7-10; 14.1-11

"Naquele dia, farei de Yerushalayim uma pedra pesada para todos os povos; todos os que a erguerem se ferirão gravemente; e, contra ela, se juntarão todas as nações da terra. (...) O Eterno salvará primeiramente as tendas de Y`hudah, para que a glória da casa de David e a glória dos habitantes de Yerushalayim não sejam exaltadas acima de Y`hudah. Naquele dia, o Eterno protegerá os habitantes de Yerushalayim; e o mais fraco dentre eles, naquele dia será com David, e a casa de David será como D`us, como o Anjo do Eterno diante deles. Naquele dia, procurarei destruir todas as nações que vierem contra Yerushalayim. E sobre a casa de David e sobre os habitantes de Yerushalayim derramarei o espírito da graça e de súplicas; olharão para aquele a quem transpassaram; prantea-lo-ão como quem pranteia por um unigênito e chorarão por ele como se chora amargamente pelo primogênito"      Z`chariach (Zacarias) 12.3, 7-10


A maior de todas as profecias foi dita pelo próprio Mashiach Yeshua, confirmando as anteriores: Mattityahu (Mateus) 23.37-39; Lucas 19.41-44; 21.6, 20-24

"Virão dias dias em que seus inimigos construirão barricadas contra você, a rodearão e a cercarão de todos os lados. E lança rão por terra, com você e seus filhos dentro dos muros, sem deixar pedra sobre pedra, e tudo porque você não reconheceu a oportunidade que D`us lhe concedeu!"       
Lc 42.c -44

"Yerushalayim, Yerushalayim! Você que matas os profetas, que apedreja os que lhe são enviados! Quantas vezes eu quis reunir seus filhos, como a galinha reúne os pintinhos debaixo de suas asas, mas vocês se recusaram! Vejam: D`us está abandonando a casa, deixando-a deserta. Pois eu lhes digo que vocês não me verão mais até que digam: 'Bendito é o que vem em nome de Adonai' ".      Matityahu (Mateus) 23.37-39


Yeshua deixou sinais que ocorreriam quando da proximidade de seu retorno. Estes estão se cumprindo ao longo do tempo, e podemos ver nos dias atuais cada vez mais estes sinais em evidência conforme profetizado.

Os propósitos do Eterno de Israel jamais serão frustados, por isso, D`us move o coração dos homens para executarem o que de antemão, o Ele mesmo já decidiu, neste caso, o estabelecimento do Estado de Israel.

Em 29 de novembro de 1947, a Organização da Nações Unidas (ONU) aprovou a partilha da terra - Erets Israel, propondo um Estado Judeu e outro Palestino independentes, apesar da partilha não estar de acordo com os anseios da maioria dos sionistas, até porque a parte sagrada de Yerushalayim não estaria em seus domínios, eles aceitaram a decisão, pois estava em jogo a legitimação do Estado Judeu, os árabes por outro, rejeitaram esta partilha, pois não queriam a legitimação do  Estado Judeu. Fato curioso foi o fato  das duas maiores potências da época: Estados Unidos da América e União Soviética, apesar de sua grande rivalidade votaram a favor da partilha.







Eis os países que votaram a favor - 33 votos:

África do Sul, Austrália, Bélgica, Bolívia, Bielo-Rússia, Brasil, Canadá, Tchecoslováquia, Costa Rica, Dinamarca, Equador, Estados Unidos da América, Filipinas, França, Guatemala, Haiti, Holanda, Islândia, Libéria, Luxemburgo, Nicarágua, Noruega, Nova Zelândia, Panamá, Paraguai, Peru, Polönia, República Dominicana, Suécia, Ucrânia, URSS, Uruguai, Venezuela

Eis os países contrários - 13 votos:

Afeganistão, Arábia Saudita, Cuba, Egito, Grécia, Iêmen, Índia, Irã, Iraque, Líbano, Paquistão, Síiria, Turquia

10 Abstenções:

Argentina, Chile, China, Colômbia, El salvador, Etiópia, Honduras, Iugoslávia,  México, Grã-Bretanha

01 Ausência:

Tailândia. O seu representante  deixou a Assembleia justificando que havia de resolver problemas em seu país.


Este fato determinou um marco na história mundial e os planos de D`us foram, como sempre são, concretizados! Nas ruas, os judeus em todo o mundo dançavam e pulavam alegremente, comemorando esta grande vitória proporcionada pelo D`us de Israel! Após anos e anos de choro e sofrimento, agora se via alegria, cânticos e danças, misturados às lagrimas de alegria que corriam pela face daqueles que nunca perderam a esperança de ser um povo livre em sua pátria!!! Baruch Hshem!

Em 14 de maio de 1948, é proclamado o Estado de Israel, tendo o sionista David Ben Gurion como seu Primeiro Ministro, mas antes que se completassem 24 horas desta procamação, os Estados árabes vizinhos invadem o Israel na tentativa de exterminá-lo e impedir o seu estabelecimento como nação, porém, mais uma vez D`us fica à frente de Seu povo e Israel vence a batalha, como David venceu Golias, pelo poder do Criador, apesar de ser menor em número e em armamento, diante do inimigo bem armado, porém, maior é o que esteve com David e também está com Israel, O D`us de Avraham, Itschac e Yaacov e seu exército celestial invisível estava ali com o exército de Israel guerreando contra seus inimigos na frente da batalha - Adonai Tsevaot! Baruch HaShem! Assim a vitória foi garantida a favor de Israel pelo poder de seu D`us!! Esta Guerra ficou conhecida como a Guerra da independência do Estado de Israel.

Este é o Estado de Israel que, apesar da fúria de seus inimigos, ainda hoje, sobrevive e sempre sobreviverá, pois está protegido sob as mãos do El Shaday!



"Assim diz o Eterno: 'Voltarei para Tsion e habitarei no meio de Yerushalayim; Yerushalayim chamar-se-á a cidade fiel, e o monte de Adonai Tsevaot, monte santo.' "        Z'chariah (Zacarias) 8.3 

"Os resgatados do Eterno voltarão e virão a Tsion com cânticos de júbilo; alegria eterna coroará a sua cabeça; gozo e alegria alcançarão, e deles fugirá a tristeza e o gemido."   
Yesha`yahu (Isaías) 35.10


Shalom!

Hadassah Chai (Tatiana Calado)

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Israel ou "Palestina"?

Vemos em muitas Bíblias e também em outras literaturas mapas da terra de Israel com o nome de "Palestina". É curioso como certas pessoas insistem em usar um nome que não é o verdadeiro nome da terra. Mas todo esse empenho será intencional? ou não? Muitos escritores o fazem até mesmo sem refletir sobre a seriedade desse fato. Por isso, vamos refletir um pouco sobre o assunto.

Na época dos Patriarcas, o território onde hoje é o Estado de Israel chamava-se Canaan - Gn 12.1, 5; 16.3; 17.8; 23.8-9, 15-18; 24.62; 28.1, 10; 31.3

Ya' acov (Jacó) vivencia uma experiência com o Eterno e tem sua vida transformada dali por diante - Gn 28.10-17 (D' us se manifesta a ele.); 28.18-22 (Ya' acov faz um voto ao Eterno para Servi-LO); 32.9-12 (Ele ora ao Eterno); 33.18-20 (Compra um pedaço de terra dos filhos de Chamor, pai de Shechem [Siquém]); 35.1-7 (Edifica um altar ao Eterno) ; 35.9-15 (Recebe a confirmação da mudança de seu nome para Israel e ergue um monumento de pedra e adora ao Eterno em Bet El).

A partir de então todos os descendentes de Ya' acov serão identificados como povo de Israel. A fé no Eterno será o elo que unirá este povo.

Percebemos até aqui que os Patriarcas estabeleceram-se na terra que o Eterno lhes prometera - Canaan. Avraham (Abraão) marca o início da posse da terra quando compra o campo de Machpelá - Gn 23.16-18.

Quando Yehoshua (Josué) entra com o povo em Canaan (pois o povo havia se ausentado da terra por causa da fome, e mais tarde foi escravisado em Mitsraim, Egito, para dar continuidade ao
seu estabelecimento na mesma, então cada Tribo de Israel (descendentes dos filhos de Israel) passa a ocupar um pedaço de terra em Canaan - Js 14.1-5. Contudo, a conquista prosseguiu através de guerras que travavam com os povos pagãos que restaram ali.

Yehoshua (Josué) e o povo reúnem-se em Shechem e fazem confirmação de servir ao Eterno - Js 24.-25, 26, 31-32.

David conquista Yerushalayim e a faz capital de seu reino - 2 Sm 5.

Shlomoh (Salomão) constrói o Beit Hamicdash (Templo) em Yerushalayim - 1 Rs 8.1.

Após a morte de Shlomoh (Salomão), o reino é dividido em dois: Israel, ao norte e Y'hudah (Judá), ao sul.

Mais tarde, Israel é levado cativo para Assíria e depois Y'hudah (Judá) para a Babilônia. Contudo, com a queda da Babilônia pelo poder Persa, o reino de Y'hudah começa a ser restaurado em sua terra com a recontrução da cidade de Yerushalayim, mesmo sob domínio Persa, todavia, os judeus tinham certa liberdade, e assim desenvolveram sua vida religiosa no Beit Hamicdash (Templo)

A partir daí, a terra dos judeus passa a ser chamada de Terra de Y'hudah (Terra de Judá), ou   Y'hudah (Judeia) como na época de Yeshua - Ed 1.2-3; Nee 4.5, 17; At 1.8

No ano 70, com a invasão do exército romano sob a liderança do general Tito, os romanos tomam Y' hudah (Judeia) à força, mudando seu nome para "Palestina" e à Yerushalayim chamaram de "Aelia Captolina". Tudo isso foi feito para trazer humilhação para os judeus.

Tendo sido os judeus expulsos de sua terra, se bem que sempre houve um pequeno n° presente na região; no séc. IV a religião romana começa a disseminar suas doutrinas pagãs pelo mundo através dos tempos; além de ter tido a ousadia de construir estabelecimentos, na terra dos judeus, que representavam sua religião pagã.

Após muito sofrimento e muita luta, o povo de Israel, mesmo enfrentando os povos que tentaram impedi-lo de retornar a sua terra (ressalto aqui a participação da Grã-Bretanha , Inglaterra, neste vergonhoso empenho), conseguiram, aos poucos, retornar e reconstruir sua terra.

Em 1948, enfim, os judeus vêem com seus próprios olhos a profecia do retorno e restauração em sua terra, se cumprir pelo poder do Eterno!

Assim, a terra recebe o nome de: Estado de Israel e sua capital - Yerushalayim!

Podemos observar no mapa-múndi e ver lá o país de Israel, mas não há em nenhum lugar um país chamado "Palestina". Simplesmente porque tal país não existe! Então por que certas pessoas insistem em denominar assim o Estado de Israel em "alguns" mapas isolados, bem como na maioria da Bíblias e algumas outras literaturas?! Há nisto uma atitude antissemita? ou é uma atitude desatenta com relação a este fato?

Acredito que muitas pessoas têm essa atitude movidas por um sentimento realmente antissemita (sabendo que este é um sentimento plantado pelo adversário de nossas almas), mas por outro lado entendo também que há pessoas que agem assim por não conhecerem a veracidade das história e, inocentemente, agem ignorando o verdadeiro nome da terra dos judeus, sem contudo, serem antissemitas.

Sendo assim, cabe trazer a história de Israel ao conhecimento de todos e à memória de muitos, pontuando esta questão para que cada um reflita e tenha a oportunidade de se posicionar conscientemente. Os antissemitas, talvez, continuem insistindo na mentira, porém as pessoas que ignoravam esta questão poderão conhecer e chamar a terra dos judeus pelo seu verdadeiro nome: Estado de Israel!

"Eis que não descuida, nem dorme o Guardião de Israel! O Eterno é a tua guarda." Tehilim 121.4,5a



Shalom!

Hadassah Chai (Tatiana Calado)