sábado, 30 de dezembro de 2017

Os astros e a vida na Terra

Os astros, bem como tudo o que existe no universo estão interligados energeticamente, e isso explica muita coisa através da física. O objetivo deste artigo não é aprofundar-se neste assunto, nem responder todas as questões relacionadas, mas apenas tratá-lo de forma breve e superficial com o objetivo de refletir tendo como base estudos realizados por estudiosos de física e exemplos concretos esta relação na vida humana.



A astronomia é a ciência que trata da posição, movimentos, constituição e evolução dos astros. Através da astronomia decobriu-se que a lua exerce influência sobre as marés. Tendo esta informação como base, podemos compreender que a lua também exerce uma certa influência sobre os humanos, já que somos formados de 60% a 65% de água.

O mês é contado a partir das fases da lua. Quando a lua completa todas as suas quatro fases, cumpriu-e um mês. Com base nesta informação pode-se considerar a contagem dos nove meses de gravidez de um humano. De uma maneira geral a grávida completa nove meses com a contagem das quatro fases da lua multiplicada por nove e é por isso que muitas vezes a conta não bate com a conta feita levando em consideração os trinta dias do calendário gregoriano.

Outro exemplo da influência da lua no organismo humano é em relação o ciclo menstrual. A mulher identifica diversas sensações no corpo como cólicas, maior ou menor fluxo sanguíneo, humor alterado dentre outros sintomas, sendo que estes estão relacionados com a fase da lua em que se dá a menstruação.

Estas questões são tratadas por muitas pessoas como questões de mito em que muitos dizem não serem comprovadas cientificamente, mas se levarmos em consideração as informações citadas pela ciência sobre a influência da lua sobre a Terra, podemos deduzir que há muita lógica fazermos a mesma relação para com o corpo humano e demais vida no planeta. Isso consequentemente vai trazendo-nos muitas elucidações.

Entendendo que os astros influenciam de alguma maneira uns aos outros e que tudo está interligado no universo, como dito anteriormente, fica mais fácil de compreender que não é nenhum absurdo deduzir que a posição dos astros no universo no momento do nascimento de um ser humano também exerce influência em sua personalidade. Sendo assim, surge a astrologia que é o estudo ou conhecimento  sobre a influência dos astros no comportamento dos homens, bem como em acontecimentos terrestres. A astrologia de ser creditada para melhor se compreender o comportamento humano, potencializar os pontos positivos na personalidade humana e minimizar os pontos negativos, afim de melhorarmos com pessoa, além de melhor se compreender a vida na Terra. Contudo é importante ressaltar que não devemos nos ocupar do estudo da astrologia para predizer ou estudar o futuro, até porque isto seria uma contradição para os que seguem a Torah, visto que nos é proibido tal prática. O ser humano tem em suas mãos a responsabilidade de criar seu futuro e este pode ser alterado constantemente de acordo com as atitudes tomadas, pois a liberdade de escolha está colocada diante de nós e o futuro é o resultado de cada escolha que fazemos. É mudado a medida que mudamos nossas escolhas e atitudes. Além disso ainda devemos levar em consideração a fé que ao contrário do que muitos pensam, gera concretude, pois o que materializa algo é resultado de um sentimento somado a um pensamento que gera uma ação que por sua vez concretiza todo este processo.



O que pretendo destacar aqui é a desmistificação, em parte, da astrologia como sendo algo meramente mitológico, mas trazer a reflexão da possibilidade da astrologia ser também um estudo que desvenda muitas coisas no campo material da vida na Terra e que pode ser entendida como resultado concreto dessa influência astronômica sobre os corpos celestes e terrestres.

É isso!

Tatiana Calado / Hadassah Chai


quinta-feira, 15 de outubro de 2015

A Presença Judaica na História do Brasil



A Historiadora Anita Novinsky é especialista no estudo sobre a presença e contribuição dos judeus na História do Brasil, bem como judeus brasileiros que estão restaurando sua judaicidade ocultada ao longo dos tempos por conta da Inquisição - este é o meu caso!



Shalom,

Tatiana Calado (Hadassah Chai)




terça-feira, 25 de agosto de 2015

O Eterno está conosco!

Não adianta o esforço de muitos para tentar parar, nem dar outro rumo à restauração daqueles que SÃO JUDEUS, mas andavam perdidos, distanciados de sua fé, por conta das circunstâncias: Inquisição, etc. Gostem ounão, o Criador está restaurando a identidade de muitas pessoas no planeta e, com notoriedade, no Brasil. Mas isto está incomodando um grande grupo conhecido como judeus "oficiais", ou judeus "verdadeiros" (com todo respeito). E ainda mais quando a restauração está acompanhada do entendimento de que o Mashiach profetizada nas Escrituras é Yeshua. Aí é que se observa o empenho em tentar fazer com que a restauração dessas pessoas não seja bem vista, nem reconhecida pelo tal grupo "oficial". Ora, ora... façam-me o favor...! Até parece que precisamos de aceitação do tal grupo! Me poupem!!! O que importa é que o Eterno esteja conosco e ELE mesmo é quem está nos trazendo de volta.

Cada um sabe do que lhe vai na alma, e D-us que conhece todas as coisas. ELE tem confirmado esta convicção de nossa identidade judaica, não por homens, mas pela história de nossas famílias através de gerações e pelo amor à sagrada Torah e a ELE mesmo. Nada nem ninguém pode parar a restauração que o Criador tem feito em nossas vidas. Dos quatro cantos da Terra a restauração está sendo manifesta! Vivamos em paz! O Eterno está conosco! O Eterno é o nosso D-us, único e indivisível, o Eterno é UM!

Shalom!


Tatiana Calado / Hadassah Chai

domingo, 23 de setembro de 2012

Restaurando minhas raízes!


Vou contar um pedacinho da minha história, porém vou destacar alguns fatos que considero importante na história de meus avós e pais.

Meu nome de registro é Tatiana dos Santos Calado, sou filha de Marat do Amaral Calado e de Maria da Penha dos Santos Calado.

Meu avô paterno chamava-se José Ferreira Guimarães, porém por estar sendo constantemente perseguido devido sua militância no Partido Comunista resolveu trocar seu nome para Jaime Calado, sendo que o sobrenome Calado resgatou de seu avô. Isso para mim é importante, pois que manteve-se em nossa árvore genealógica.

Vejamos como tudo aconteceu...

José Ferreira Guimarães, meu avô, trabalhava como barbeiro e era militante comunista. Num dado momento de sua vida aportou em Recife fugindo da ditadura salazarista. Foi preso na ditadura do Estado Novo. Após ser solto, mudou seu nome para Jaime Calado. Casou-se em Recife com Margarida Bezerra do Amaral, que após o casamento tornou-se Margarida do Amaral Calado, minha avó.

Foi perseguido em Pernambuco, fugiu para João Pessoa, na Paraíba, e ingressou na polícia militar como barbeiro. Fugiu para o Ceará e lá trabalhou como repórter no Jornal "O Democrata" do PCB.

Meu avô, Jaime, era conhecido na capital cearense como repórter e orador. Foi morto na campanha presidencial de 1949, quando Getúlio Vargas se elegeu apoiado pelo PCB. Plínio Salgado, candidato à presidência da república pelo PRP iria discursar na praça José de Alencar, centro de Fortaleza. Meu avô, então, tentou impedir o discurso de Plínio, porém o Tenente Bezerra, conhecido como integralista cearense, matou-o com um tiro. (Junto com o Tenente Bezerra havia um investigador do DOPS cearense e um guarda ferroviário.). Nesse tempo, meus avós moravam em Pirambu, bairro operário. Mais tarde, o nome de meu avô virou nome de uma rua no bairro de Fátima no Ceará.

Meu avô, Jaime Calado, (ou José Ferreira Guimarães) se autodenominava ateu, porém minha avó declarava que acreditava em D-us.

Vou destacar agora fatos de minha avó materna e de minha mãe:

Minha avó materna chamava-se Realinda Monteiro dos Santos, casada com Ubaldino Norberto dos Santos. Era filha de um português o qual não a assumiu como filha, assim também fez sua mãe. Sendo assim, foi criada por uma parenta distante de nome, Nicota. Cresceu sem aprender a ler e escrever, porém o que considero interessante em sua história é que alguns costumes foram passados para minha mãe e que hoje sei, através de pesquisas, que são costumes de judeus que sofreram a perseguição durante o tempo da Inquisição, e por isso tiveram que camuflar muitas vezes práticas relacionadas a fé no Criador, sendo passadas de geração a geração. Por isso as gerações posteriores acabavam seguindo certos costumes, sem contudo saber o significado.

Dentre outros, eis alguns costumes que minha mãe herdou em sua criação:

- Varrer a casa da porta para dentro (este costume se explica devido o respeito pela mezuzah, um objetos que contém um pergaminho com um trecho das Escrituras Sagradas, afixada nas portas dos judeus, ainda que não tivessem-na em suas portas por consequência da perseguição inquisitória. Por esse motivo, em respeito a este objeto não passava-se o lixo pela porta.).

- Varrer a casa antes do pôr do sol na sexta-feira da "semana santa" da Páscoa cristã. (Esse costume se explica porque os serviços cotidianos são concluídos antes do  pôr do sol na véspera da Páscoa judaica, assim como também o é na véspera do dia de descanso semanal sagrado judaico - o Shabat que inicia ao pôr do sol da sexta-feira de cada semana.).

- Não entrar com os sapatos em casa ao chegar de algum enterro. Tomar banho, colocar a roupa usada no enterro para lavar e limpar os sapatos com pano molhado, antes de colocá-lo para dentro de casa.(Este costume está relacionado com a noção de purificação, pois o contato com o morto, torna a pessoa ritualmente impura)

Minha mãe sempre foi uma mulher de muita fé em D'us, porém sempre disse não gostar de entrar em Igrejas (este é um comportamento que os historiadores-pesquisadores nesta área dizem ser comum aos judeus da Inquisição e seus descendentes.)

lembro-me de quando era criança e não entendia o significado desses costumes e perguntava a minha mãe o porquê disso tudo, mas ela dizia também não saber. Dizia que aprendeu assim com sua mãe e avó e assim fazia.

Sei que muitas pessoas poderão achar que isso não tem nada a ver, porém de acordo com o meu testemunho, sentia e ainda sinto necessidade de praticar os ensinamentos da Sagrada Escritura, sem contudo saber, na época, que esses ensinamentos têm relação com o povo judeu, sei que temos uma ligação de alma nisto tudo, pois nada é por acaso.

Além disso, os sobrenomes de minha família constam na lista de sobrenomes de judeus que vieram de famílias que sofreram a perseguição Inquisição. Há também uma característica física no povo judeu que quero pontuar: O nariz grande e, na maioria das vezes arcado. Pois, então! Minha avó materna tinha um "enorme nariz" e meu pai Marat tem um nariz grande e pontudo! Esses traços juntamente com todo o contexto da história de minha família, são evidências de nossa identidade judaica.

Aproveito, assim, para dizer como comecei a descobrir minha identidade judaica!

Tudo começou no mês de março do ano de 1989 quando iniciei minha vida de fé nas Sagradas Escrituras. Me afastei, contudo, deste propósito inicial por volta de 1990, retornando em 1992 aproximadamente, com determinação pelas Sagradas Escrituras.  Mais adiante, a partir de 1994, ingressei com muita devoção aos estudo bíblicos e com o passar do tempo, surgiu dentro de mim um interesse em praticar especialmente as passagens relacionadas às Festas Instituídas por D'us, pela observação do Shabat (sábado) e outros mandamentos como a alimentação baseada em Levítico 11.

Nesse tempo eu congregava em igreja evangélica e me dedicava muito ao estudo das Sagradas Escrituras e à oração. Assim, fui compreendendo claramente o que D'us diz em Sua palavra, principalmente com respeito à obediência aos Seus mandamentos. Daí em diante eu comecei a observar o Shabat (sábado), selecionar meus alimentos conforme as Escrituras e a passar esses ensinamentos para os meus filhos, que nesse tempo eram bem pequenos, Ronaldo, o mais velho com 7 anos de idade e Tatiana, a mais nova, com 2 anos, aproximadamente.

Um dia na sala de um seminário evangélico, o qual eu não cheguei a concluir nem o primeiro ano, ouvi falar sobre uma disciplina que teríamos no segundo ano, a Língua Hebraica. Apesar de eu não ter continuado o seminário, aquela informação ficou gravada em minha mente e eu senti em meu coração um desejo enorme de aprender hebraico, pois ali no seminário tive ciência de que era a língua a qual as Escrituras tinham sido escritas, a Língua Sagrada!

Comecei, então, a orar a D'us para que Ele me desce a condição de aprender hebraico, mesmo sem ter, na época, condições financeiras para isso. O tempo passou e eu nunca desisti da ideia de estudar hebraico. Até que um dia, uma colega minha conversando com outra, disse a respeito de um curso de hebraico gratuito no Centro da Cidade do RJ. Logo me apressei para interar-me sobre o assunto, peguei o endereço e assim comecei a estudar hebraico, com o professor Roberto Alves, em seu curso livre chamado Poço de Jacó. Mesmo sendo um homem muito estudado, com muitos títulos e dando aulas para seminários, e até em mestrado, o professor Roberto Alves, sempre manteve a simplicidade e nunca abriu mão de lecionar gratuitamente o hebraico, grego e cultura judaica.

Ali no curso Poço de Jacó estudei por dois anos, iniciando em 1998. Parei por ter iniciado a faculdade e retornado ao mercado de trabalho. Porém foi um tempo maravilhoso que considero como presente de D-us para mim!

Assim, para minha surpresa, naquele tempo, pude perceber que eu vivia, sem saber, em alguns aspectos da fé, como muitas pessoas de origem judaica, pois pouco a pouco, o próprio D'us foi restaurando, em mim, algo que senti em minha essência! Aleluiah!!

A primeira sinagoga que entrei ficava no bairro do Flamengo no Rio de Janeiro. Era uma sinagoga na qual seus membros seguiam a Torah e acreditavam em Yeshua como sendo o Mashiach (Messias) profetizado nas Escrituras. Fiquei maravilhada e dentro de mim emergiu um sentimento de familiaridade e pertencimento a toda aquela "atmosfera". Depois conheci outra sinagoga em São Gonçalo, onde frequentava esporadicamente no Shabat, mais tarde passei a frequentar uma sinagoga no Humaitá e lá tornei-me membro e tive excelentes e edificantes experiências. Creio que há um só D-us indivisível, o Criador, e que a adoração só deve ser dirigida a ELE. Creio que Yeshua (Jesus) é o Mashiach (Messias) profetizado nas Escrituras.

Minha querida mãe, Maria da Penha - Z"L, de abençoada memória, sempre foi uma pessoa de fé em D-us - B"H! Antes de partir para a eternidade presenciou muitas de minhas experiências na fé, bem como muitas de minhas pesquisas sobre estes assuntos.

Com tudo isso acontecendo em minha vida, tive o desejo de possuir um nome judaico. Sabendo que não teria lugar onde fazer a cerimônia para tal, fiz eu mesma, em minha casa, em março de 2010, uma oração a D'us escolhendo meu nome: Hadassah ( הדסה ), mais tarde acrescentei o nome Chai ( חי ), ficando assim Hadassah Chai (  הדסה  חי ).

Escolhi, esse nome a princípio por achar bonito esteticamente falando e por conhecer a história da rainha Ester, que na verdade chamava-se Hadassah. Depois, então, fui pesquisar informações a respeito do meu novo nome. Descobri que Hadassah vem da raíz hadas ( הדס ) que quer dizer murta. Uma planta decorativa usada na Festa de Sucot (Festa dos Tabernáculos). Possui cheiro, mas não possui fruto. Não comestível. Representa, os praticantes. O nome Hadassah significa: A Vitoriosa e a palavra Chai quer dizer Vida.

Para minha surpresa, mais tarde acabei por descobrir que o dia do meu nascimento, dia 03 de outubro de 1966, no calendário judaico, caiu no 5° dia da Festa de Sucot (Festa das Cabanas), e nesta festa há o costume de se enfeitar a sucah (cabana) com palmeiras e murta. Murta é uma palavra que se origina da raíz hebraica hadas que também é raíz do nome Hadassah. Acabei entendendo que minha escolha estava coincidindo com toda esta descoberta durante a pesquisa. E assim, com este nome, me identifico nas sinagogas e em muitas das minhas redes sociais.

Muitas outras experiências singulares vivi relacionadas a minha fé e identidade, porém para relatá-las seria mais apropriado escrevê-las num livro. Registro aqui, contudo, parte dessa experiência. Assim D'us tem feito em minha vida e na vida de outras pessoas do meu convívio que também possuem suas experiências particulares que em muitos aspectos se assemelham a esta. 

O Eterno de Israel diz:

"Naquele dia, o Eterno tornará a estender a mão para resgatar o restante do seu povo, que for deixado, da Assíria, ... e das terras do mar. Levantará um estandarte para as nações, ajuntará os desterrados de Israel e os dispersos de Judah recolherá desde os quatro cantos da Terra."  Isaías 11.11-12 

Shalom!

Hadassah Chai        הדסה  חי          

domingo, 17 de junho de 2012

Porque amamos obedecemos com prazer!


O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento,..." Osheia (Os) 4:6

Vivemos num mundo onde a ciência tem se multiplicado velozmente, e como fruto disto temos a facilitação dos relacionamentos interpessoais e da comunicação, através do novo mundo globalizado e do advento da internet! Sendo assim, o conhecimento ficou mais fácil e acessível às pessoas, porém por outro lado, não podemos deixar de notar que por tal facilidade, muitas pessoas também se acomodaram no que diz respeito à estudar, pesquisar diretamente em livros e fontes fidedignas, visto que com um clique no teclado de um computador muitas pessoas copiam e colam informações, até mesmo sem conhecimento profundo daquilo que estão "supostamente" estudando.O conhecimento é um bem cultural que não pode ser roubado. Uma vez adquirido para sempre permanece! Por isso a importância de se estudar, pesquisar com afinco, sempre! Pois o conhecimento nos ajuda a errar menos em nossa vida cotidiana. Sendo assim, o Criador, deixou-nos um manual no qual podemos obter conhecimentos através de Seus ensinamentos para uma vida melhor, de qualidade elevada em todos os aspectos.

Vivemos numa sociedade regida por leis de todo tipo. Tomando a lei de trânsito como exemplo, podemos perceber sua importância para o bom funcionamento dos veículos e pedestres, evitando assim acidentes, e até mesmo mortes, o caos enfim! O mesmo ocorre com a finalidade da Lei que D'us estabeleceu para aqueles que querem fazer parte de sei Reino. Os mandamentos, leis e preceitos, instituídos pelo Criador servem, para que vivamos de maneira ordenada, em harmonia com Ele mesmo, o autor de nossa existência. 

O maior de todos os rabinos, Yeshua HaMashiach disse: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus. Matytiahu (Mt) 22:29

O conhecimento da verdade nos livra dos enganos e equívocos que se propagam. Infelizmente, há, não poucas pessoas, que frequentam reuniões onde se ministram ensinamentos nos quais não são fundamentados nas Sagradas Escrituras, mas sim em palavras repetitivas de homens que por conveniência própria, ou por falta de conhecimento mesmo, dizem o que os textos Sagrados nunca disseram!

É triste vermos ainda hoje, muitos tentando "alterar" os ensinamentos que o Criador deu para todos os que querem fazer parte do Seu Reino. Contudo, sempre há um remanescente fiel em cada geração ao longo dos tempos. Graças a fidelidade dos remanescentes temos a prática dos ensinamentos de D'us até hoje para exemplo das novas gerações! O povo judeu, foi o povo que primeiro deu ouvidos a voz do Criador e escolheu obedecê-LO. D'us encontrou no povo judeu o desejo sincero de servi-LO e obedecê-LO. Israel, é portanto, o primogênito dentre todos os demais povos da terra, neste sentido, foi por isto escolhido para levar os ensinamentos de D'us para todos os povos do planeta.

Na bela oração do rei Shlomoh vemos que Israel está ciente de sua missão:

"E também ouve ao estrangeiro, que não for do teu povo Israel, quando vier de terras remotas, por amor do teu nome (Porque ouvirão do teu grande nome, e da tua forte mão, e do teu braço estendido), e vier orar voltado para esta casa, ouve tu nos céus, assento da tua habitação, e faze conforme a tudo o que o estrangeiro a ti clamar, a fim de que todos os povos da terra conheçam o teu nome, para te temerem como o teu povo Israel, e para saberem que o teu nome é invocado sobre esta casa que tenho edificado." 1 Melachim (Rs) 8:41-43

Note o trecho que diz: "...a fim de que todos os povos da terra conheçam o teu nome, para te temerem como teu povo Israel,...", Por este trecho podemos perceber que TODOS são convocados para seguirem o Criador, e não só os judeus, como alguns erroneamente, pensam. Aquele que crê, obedece. Demonstramos a nossa fé através das nossas atitudes. Fé é seguida de prática, pois caso contrário a fé é inexistente, morta! Ainda que rememos contra a maré, contra uma "maioria" que insiste em mudar o que D'us estabeleceu, permaneçamos firmes e fieis aos mandamentos de D'us, a exemplo do Mashiach Yeshua que foi expulso das sinagogas por denunciar erros e ministrar os ensinamentos de D'us sem alterações!

"Na cadeira de Moisés estão assentados os escribas e fariseus.Todas as coisas, pois, que vos disserem que observeis, observai-as e fazei-as; mas não procedais em conformidade com as suas obras, porque dizem e não fazem; ..."  Matytiahu (Mt) 23:2-3

Além da fé, o amor nos leva à obediência, pois quando amamos nossos pais, por exemplo, obedecemos ao que nos mandam sem resistências. Esta é a principal forma de demonstrarmos nosso amor a eles, pois sabemos que querem o melhor para nós! Assim também demonstramos nosso amor a D'us obedecendo-O com prazer, pois mais que nossos pais biológicos, D'us, o nosso Criador, nos ama.

"Obedecemos a D'us porque O amamos! E por isso temos prazer nos Seus mandamentos!"

" Quanto amo a rua lei! É a minha meditação, todo dia!"  Tehillim (Sl) 119.97

Estamos vivendo tempos difíceis com relação a tudo, inclusive em relação ao amor e a fé em D'us, pois muitos têm se levantado para levar pessoas ao erro! Por isso, uma das palavras-chave para esses últimos dias, é: Estude! Estude as Sagradas Escrituras, além de orar para que o seu Autor nos dê o pleno conhecimento de Seus ensinamentos e assim praticá-los conscientes de sua importância em nossas vidas, pois na obediência há bênção! Vemos muitas "propagandas" de fórmulas para receber bênçãos, mas o que devemos fazer está nos Registros Sagrados:

"E se ouvires a voz do Eterno, teu D'us, para guardar e cumprir todos os Seus mandamentos que eu te ordeno hoje, o Eterno te colocará acima de todas as nações da terra. E virão sobre ti todas estas bênçãos e te alcançarão, pois obedecerás a voz do Eterno, teu D'us." Devarim (Dt)28.1-2

"Porque este mandamento que eu hoje te ordeno, não te é encoberto, nem está longe de ti. Não está nos céus para dizeres: Quem subirá por nós aos céus, que o traga a nós e nos faça ouvi-lo, para que o observemos? Nem está além do mar, para dizeres: Quem passará por nós além do mar, para que o traga a nós e nos faça ouvi-lo, para que o observemos? Pois a coisa está muito perto de ti, na tua boca e no teu coração, para que a observes." Devarim (Dt) 30. 11-14

"Vê que, hoje, pus diante de ti a vida e o bem, a morte e o mal; porquanto te ordeno  hoje que ames ao Eterno, teu D'us, que andes nos Seus caminhos, e que guardes os Seus mandamentos, os Seus estatutos e os Seus juízos; então viverás, te multiplicarás e te abençoará o Eterno, teu D'us, na terra na qual tu entras para herdá-la." Devarim (Dt) 30.15-16

E é porque na obediência há bênção que o sistema anti-Mashiach faz o que pode para levar as pessoas 'a desobediência:

"(...) Proferirá palavras contra o Altíssimo, magoará os santos do Altíssimo e cuidará em mudar os tempos e a lei; ..." Daniel 7.25

"Irou-se o dragão contra a mulher e foi pekejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de D'us e têm o testemunho de Yeshua;..."  Revelações (Ap) 12.17

"Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de D'us e a fé em Yeshua."  Revelações (Ap) 14.12

As profecias das Sagradas Escrituras estão sendo cumpridas ao longo dos tempos, e não se pode fugir disto! Sendo assim, faz parte o embate entre os que servem a D'us e os que não servem. O trigo será separado do joio inevitavelmente e cada um se posicionará diante de tudo e de todos. Muitos ficarão surpresos e até decepcionados com o que acontecerá, mas cada um deverá cuidar de si, pois quem está em pé deve tomar cuidado para não cair. Agarre-se ao Eterno de Israel com todas as suas forças e siga em frente. Humildade, conhecimento e fidelidade devem andar juntos em nossa vida. A luta pela sobrevivência está a todo o vapor. D'us nos ajude nisto!

Vale à pena pagarmos o preço por obedecer ao Criador, afinal é a Ele que servimos e é a Ele que daremos conta. Ele é o nosso D'us! "Sh'má Israel, Adonai Eloheinu, Adonai Echad!"

"Não penseis que vim revogar a lei ou os profetas; não vim revogar, mas cumprir. Porque em verdade vos digo: Enquanto não passar o céu e a terra, de modo nenhum passará da lei um só i ou um só til, sem que tudo se cumpra. Aquele, pois, que violar um destes mínimos mandamentos, e assim ensinar aos homens, será chamado mínimo no reino dos céus; mas aquele que os observar e ensinar, esse será chamado grande no reino dos céus." Matytiahu (Mt)5:17-19

Shalom!

Hadassah Chai (Tatiana Calado)

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

A Alma e o Sh'má

Quem somos e por que existimos? D'us nos criou para Sua glória. Fomos criados pelas mãos de D'us e existimos para o Seu louvor; contudo Ele nos dotou de livre arbítrio para que pudéssemos louvá-lo expontaneamente, de todo o nosso coração.          

O ser humano é livre para escolher como viverá; e quando ele escolhe servir a D'us e andar em sintonia com a Sua vontade, vive a vida com qualidade elevada e com isso faz bem a sua própria essência, isto é, a sua alma.


Entendamos melhor esta questão:

Segundo alguns estudiosos, a alma é sibdividida em cinco partes:

1) Yechida - É a vontade de D'us em criar o ser.

2) Chaya - É o "ar" antes de ser soprado por D'us.

Estas duas partes acima citadas, não estão internalizadas no ser humano, mas o cercam, emitem "luzes" de inspiração a cada pessoa.

3) Nefesh - É o sopro de D'us.

4) Ruach - Anima o corpo humano (espírito).

O Ruach está ligado ao coração (sentimentos. A fala reforça as emoções, por isso ela é a expressão do Ruach. O Ruach é decisivo da personalidade).

5) Neshamah - É a totalidade da alma.

A Neshamah está ligada à mente humana (entendimento puro, moral, lógica, razão).

Vejamos como tudo isto se conecta:

O pensamento puro internalizado na mente ( Neshamah) é interligado pelo Ruach (coração) que se movimenta constantemente fazendo a conexão com a Neshamah e com a Nefesh (membros). Assim o Ruach (coração) internaliza sentimentos elevados e a Nefesh (membros) gera atitudes em sintonia com este processo conectivo.

Neste sentido, analisemos a importância e profundidade do Sh'má:

D'us diz:

"Escuta Israel! (os ouvidos estão ligados à cabeça, mente - Neshamah) o Eterno é nosso D'us, o Eterno é Um! E amarás ao Eterno, teu D'us, com todo o teu coração (Ruach), com toda a tua alma (Nefesh) e com todas as tuas posses (Neshamah - totalidade). E estarão estas palavras que eu te ordeno hoje, no teu coração (Ruach), e as inculcarás a teus filhos, e delas falarás (expressão do Ruach) sentado em tua casa e andando pelo teu caminho, ao deitar-te e ao levantar-te. E as atarás como sinal na tua mão (Nefesh - para praticar, ação) e serão por tefilin entre os teus olhos (Neshamah - cabeça, mente, pensamentos) e as escreverás nas mezuzot de tua casa e nas tuas portas (marcar sua casa, sua família - passar de geração em geração)." Devarim 6.4-9


Através do Sh'má podemos refletir sobre a importância dos ensinamentos de D'us para nós e para nossa família. D'us nos deu as mitsvot para nos elevarmos espiritualmente e moralmente para o nosso próprio bem. Demonstramos nosso amor a D'us observando, com prazer, suas mitsvot, as quais são a alegria do nosso coração!                                                   




"Dá-me entendimento, e guardarei a tua lei; de todo o coração a cumprirei. Guia-me pela vereda dos teus mandamentos pois nela me comprazo. (...) Não tires da minha boca a palavra da verdade, pois tenho esperado nos teus juízos Assim, observarei de contínuo a tua lei, para todo o sempre. E andarei com largueza, pois me empenho pelos teus preceitos. Também falarei dos teus testemunhos na presença dos reis e não me envergonharei. Terie prazer nos teus mandamentos, os quais eu amo.Para os teus mandamentos, que amo, levanterai as mãos e meditarei nos teus decretos. (...)Baixem sobre mim as tuas misericórdias, para que eu viva; pois na tua lei está o meu prazer. (...)Quanto amo a tua lei! É a minha meditação, todo o dia! (...) Admiráveis são os teus testemunhos; por isso, a minha alma os observa., (...) Abro a boca e aspiro, porque anelo os teus mandamentos. (...) Puríssima é a tua palavra; por isso, o teu servo a estima. (...)A tua justiça é justiça eterna, e a tua lei é a própria verdade. (...)Grande paz têm os que amam a tua lei; para eles não há tropeço. Espero, Eterno, na tua salvação e cumpro os teus mandamentos. A minha alma tem observado os teus testemunhos, eu os amo ardentemente. (...) A minha língua celebre a tua lei, pois todos os teus mandamentos são justiça. (...) Suspiro, Eterno, por tua salvação; a tua lei é todo o meu prazer."   Tehilim 119.34-35, 43-48, 77, 97, 129, 131, 140, 142, 165-167, 172, 174



HaShem nos convida constantemente, na Torah, a observar Suas mitsvot, as quais não são pesadas, nem inalcançáveis, pois Ele mesmo diz:

"Porque este mandamento que eu hoje te ordeno, não te é encoberto nem está longe de ti. Não está nos céus para dizeres: Quem sibirá por nós aos céus, que o traga a nós e nos faça ouvi-lo, para que o observemos? Nem está além do mar, para dizeres: Quem passará por nós além do mar, para que o traga a nós e nos faça ouvi-lo, para que o observemos? Pois a coisa está muito perto de ti, na tua boca e no teu coração, para que a observes." Devarim 30.11-14

Para o nosso próprio bem:

" E agora, ó Israel, qual é a coisa que pede o Eterno, teu D'us, de ti? Senão que temas ao Eterno, teu D'us, que andes em todos os Seus caminhos, ames e sirvas o Eterno, teu D'us, com todo o teu coração e com toda a tua alma; que guardes os mandamentos do Eterno e os Seus estatutos que eu te ordeno hoje, para o teu bem."   Devarim 10.12-13

Yeshua citou o Sh'má reconhecendo-o como o primeiro e maior mandamento - Mattityahu 19.17

E o segundo semelhante a este está em Vayicrah 19. 18, o qual Yeshua também citou - Mattityahu 22..36-38

Toda a Torah e os profetas estão baseados nestas duas mitsvot. Nossa vida também deve estar assim baseada para que tenhamos qualidade de vida!

Baruch HaSHem!

Shalom!

Hadassah Chai (Tatiana Calado)

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Tempo de Restauração!

D'us tem restaurado a identidade de Seu  povo pelos quatro cantos da Terra. Povo que teve sua identidade, ocultada por conta da Inquisição, mas o tempo da verdade ser restaurada chegou e como estou feliz por fazer parte desta geração, a geração da Restauração! De certa maneira este Blog está atuante neste Movimento, pois D'us tem levantado pessoas para mover Seu propósito restaurador na Terra.



Shalom!

Hadassah Chai (Tatiana Calado)

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Uma ''Nova Inquisição'' ?!

Há uma história que muitos não gostam de comentar, nem sequer de ouvir falar, é a história dos judeus e judias descendentes, cahamados B'nei Anussim, que por termos tido nossa identidade judaica ''ocultada'' pela Inquisição fomos tolidos de vivermos nossa fé e cultura de maneira livre e completa! A questão contudo é que, quando descobrimos nossa origem, tudo começa a fazer sentido, passamos a entender melhor o motivo pelo qual nos identificamos com certos costumes judaicos,  o  amor por Erets Israel, o sentimento de familiaridade e prazer no cumprimento das mitsvot, e principalmente, a fé e amor irrestrito ao D'us de Israel, o Criador!


Contudo, muitos judeus e judias que para sua sorte não descendem de famílias que sofreram os resultados da Inquisição e por conseguinte não tiveram seus nomes mudados, nem foram forçados a vierem uma vida ''assimilada'' pelo catolicismo, mesmo que ''aparentemente'', agem de maneira a negar a judaicidade de seus irmãos judeus, e mais, tentam influenciá-los a não dar importância a esta questão, isto é, a sua história! Seria isso uma ''Nova Inquisição''?! ainda que inconsciente, talvez? não proposital..., porém, manifestada tentando matar os sentimentos de uma alma judaica?! D'us nos livre disso! Que o Eterno de Israel cancele tais atitudes e seus maus propósitos. Neste sentido, uma analogia pode ser feita: Assim como os cristãos quiseram ''anular'' a identidade do povo judeu, mais intensamente, nos séculos XVI - XVII, assim também há judeus querendo ''interromper'' o processo de resgate identitário de seu próprio povo, a saber: os descendentes, chamados B'nei Anussim! Tal ''manifestação'' tem se dado de forma sutil em nossos dias, porém esta manifestação não deterá a restauração da identidade judaica dos B'nei Anussim! E o sentimento das almas judaicas não morrerão, mas viverão! e sua restauração identitária será feita a todos os judeus e judias que assim desejarem e aos que D'us quiser que assim se faça, pois que Ele mesmo é quem está a frente de seu povo neste processo restaurador. Aleluiah!

O D'us de Israel cumprirá o Seu desígnio e restaurará todas as coisas, inclusive a história de Seu povo. Esta busca pela restauração está na alma de cada judeu e judia, por isso somente D'us, o Criador tem domínio sobre tal. Nunca vimos em toda a história tantos judeus e judias descobrindo sua identidade e empenhando-se para restaurá-la, aos trancos e barrancos, com ou sem reconhecimento da comunidade judaica ''oficial'', e ainda tendo que enfrentar críticas por toda a parte.

É curioso como tenho conhecido pessoas, que como eu,  têm descoberto sua identidade judaica, e o modo pelo qual a restauração identitária tem sido feita é praticamente a mesma: Aproximação pela fé ao D'us de Israel, o desejo de cumprir as mitsvot por Ele nos dada em Sua Torah, a identificação cultural, os costumes familiares relacionados, os sobrenomes também relacionados, enfim, um conjunto de fatores que somados colaboram para esta restauração. Há um mover de D'us na Terra sobre o povo judeu neste sentido. Baruch HaShem!

Há quem não dê importância a sua história, mas é tipico dos judeus darem importância a sua genealogia, vide as Sagradas Escrituras com seus registros genealógicos! Qual o significado disso? pode alguém perguntar! Digo pelo menos dois que estão interligados por sentido semelhante: O prazer de sentir-se no aconchego de seu lar, como quando alguém que viveu muito tempo longe de casa e retorna, ou como quando alguém que viveu toda uma vida como estrangeiro e peregrino sobre a terra e enfim descobre o caminho de casa!

Shalom!


Hadassah Chai (Tatiana Calado)                 
         !תודה אדוני! אני אוהבת אותך! ברוך אתה אדוני

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Casamento - Uma Mitsvah!

"Porque eis que passou o inverno; a chuva cessou e se foi. As flores se mostram na terra, o tempo de cantar chega e a voz da rola se ouve em nossa terra."    Cântico dos cânticos 3.11





Vemos pelas Escrituras Sagradas que viver só, não é, nem nunca foi a forma ideal de se viver. O próprio D'us disse:

"...Não é bom que esteja o homem só; far-lhe-ei uma companheira frente a ele."    Bereshit 2.18

D'us criou a mulher por causa do homem, para ser sua companheira; por isso mesmo o celibato não é visto com bons olhos pelo judaísmo:


"Quem não tem esposa, vive sem alegria e sem bênção."    (Talmud, Zebamot 62)

"O solteiro é considerado meio corpo."    (Zohar)


A união entre um homem e uma mulher é uma mitsvah:

"Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma (só) carne."    Bereshit 2.24

Querer casar está em sintonia com a vontade de D'us!

No princípio não havia ritual de cerimônia como temos hoje para o casamento; mas os líderes religiosos instituíram um cerimonial ritualístico para evitar a possibilidade de promiscuidade, sendo esta cerimônia baseada na Torah e na Tradição.     

O casamento é algo instituído por D'us com a finalidade de abençoar a vida cotidiana do homem e da mulher, pois D'us disse:

"...Não é bom que esteja o homem só..."

Vemos nesta pronunciação que D'us se importa com a felicidade e bem estar do homem e por isto criou a mulher. Sendo assim, ambos se completam para serem felizes sentimentalmente.

O homem é um ser social desde o princípio de sua existência e por isso D'us disse:

"...Frutificai e multiplicai, e enchei a terra..."    Bereshit 1.28

 A procriação é algo determinado por D'us. Vemos nas Escrituras Sagradas muitas mulheres orando para conceberem de seus maridos.

Isaac ora por Rebeca para que esta concebesse um filho seu:

"E orou Isaac ao Eterno, em frente à sua mulher, (que orava também) porque era estéril; e atendeu o Eterno, e concebeu Rebeca, sua mulher."    Bereshit 25.21

A concepção é fruto da união entre o homem e sua mulher.

Quando falamos de casamento, logo nos vem à mente o amor. Sendo assim, o que vem primeiro? O casamento ou o amor? Creio que as duas possibilidades ocorrem, pois cada caso é um caso.

Há uma citação curiosa a este respeito na Torah com base na passagem de Bereshit 24.67:

"67 - e amou-a - O rabino Samson Raphael Hirsch destaca a ordem deste versículo: casamento e depois amor. De acordo com a visão judaica, o casamento não é a culminação do amor entre dois seres humanos e sim o início de um verdadeiro amor. (E)"    (Torah p.65)

Curioso notar que Isaac não "namorou" Rebeca, mas uniu-se (casou-se) com ela tão logo chegou ao seu encontro, e assim também foi consolado da morte de sua mãe.

"E saiu Isaac para passear (rezar) no campo, nas horas da tarde; e levantou seus olhos, e viu, e eis que camelos vinham. E alçou Rebeca seus olhos, e viu Isaac (...)  E tomou o véu e cobriu-se. (...) E a trouxe Isaac à tenda de Sara, sua mãe, e tomou Rebeca, e ela foi para ele esposa, e amou-a, e consolou-se Isaac da morte de sua mãe."    Bereshit 24.63-67

Daí vem a tradição na cultura judaica da mulher cobrir a cabeça e a face com  um véu durante a cerimônia de casamento; também o uso da chupah (tenda) para realizar a cerimônia.  

A mulher, na cultura judaica,  tem um papel importante ao lado de seu marido; baseados na passagem de Bereshit 31.4, 5-13, 14-16, os líderes religiosos disseram:

"Se tua mulher é de curta estatura, curva-te e pede-lhe conselho."    (Baba Metsia 59)

É certo, contudo que a última palavra é a do marido, visto ele ter sido instituído por D'us como líder de sua casa.

No episódio do Éden, Adam ouviu Havah quanto a comer da árvore que D'us havia dito para não comerem. Isto nos aponta para um fato: Havah, neste caso, desprezou a liderança de seu marido e principalmente a ordem de D'us, por outro lado, Adam deu ouvidos à Havah, e desprezou também a ordem de D'us. Conclusão: Quando não se respeita a hierarquia instituída por D'us, tudo dá errado.

Não estou aqui julgando Havah, nem Adam pela suas atitudes quando comeram da árvore que D'us ordenou que não comessem, apenas mencionando e analisando à luz das Escrituras os princípios que D'us estabeleceu.

D'us é o líder supremo e o ser humano deve estar subordinado a Ele para que tudo vá bem.

Na hierarquia temos:

1) D'us

2) Homem

3) Mulher

Atualmente, infelizmente, temos visto muitas sociedades aceitando a inversão dos princípios estabelecidos por D'us e por isto vemos tanta desarmonia na vida humana: Mulheres querendo ser líderes em suas casas e algumas vezes maridos se sujeitando a isto. É lamentável tal procedimento! Porém, ainda há um remanescente fiel às Escrituras Sagradas. Quando se tem famílias seguindo os princípios da Torah e respeitando a hierarquia familiar, vemos os resultados: famílias em harmonia!

Não é o caso de vermos a mulher sendo ignorada, ou humilhada por seu marido, como muitos opositores da Torah insistem em assim fazer. Mas, ao contrário disso, que o marido trate sua esposa com carinho e respeito, compartilhando com ela as situações, ouvindo-a como vimos no caso de Isaac e sua família. Contudo, entendamos que a decisão final nas situações é dada pelo marido.

Se as sociedades entendessem isto e assim procedessem, teríamos um quadro melhor do que o que temos visto atualmente entre as famílias de um modo geral.

Um outro aspecto interessante de ser abordado aqui sobre a união matrimonial pode ser analisada a partir da história de Rute, que estando viúva, ouviu os conselhos de sua sogra e escolheu Boaz para ser seu novo marido, tendo em vista a ordenança do casamento por levirato que diz que quando um homem casado morre sem deixar filhos, seu irmão deve tomar a viúva como sua esposa para que, tendo filhos dela, preserve o nome do falecido.

Sendo assim, neste caso, vemos que o parente mais próximo alegou motivos pelos quais se respaldou em recusar tomar Rute como esposa. Boaz, então, realiza a cerimônia de Chalitsah, que dentre outras coisas, descalçou seu sapato, formalizando, assim, a recusa do parente mais próximo e em seu lugar assumindo o direito de se casar com Rute.

A Torah cita:

"...O exegeta Malbim comenta que foi  por isto Naomi ordenou a Rute descobrir seus´pés num gesto que o lembraria de Chalitsah e, desta forma, da obrigação de desposá-la."   (Torah, pp.660-661)

Rute era uma moabita, porém havia aderido ao judaísmo, seguindo portanto ao D'us de Israel, sendo bem sucedida em sua decisão, Rute foi mãe de Obed e bisavó do rei David - Rute 4.21-22

Quando seguimos as mitsvot que o Eterno nos deu, a consequência é sermos abençoados em tudo o que fazemos. Sendo assim, somos também abençoados na vida matrimonial.

Outro caso interessante é a história de Hadassah (Ester), uma judia vivendo em terra estranha, teve sua vida e a de seu povo mudada através de seu casamento. O rei Achasherósh (Assuero), despede sua esposa Vashti por ter-lhe desprezado. Sendo assim escolhe, dentre muitas mulheres, Hadassah, que se torna rainha e arrisca sua própria vida em favor de seu povo. Ao contrário de Vashti, vemos pelas Escrituras Sagradas que Hadassah reconhecia a hierarquia no casamento, sendo respeitosa no trato com seu marido,  e o rei por outro lado, a tratava com carinho e respeito também.

Os princípios básicos para um casamento feliz estão nas Sagradas Escrituras; seguindo-os, as bênçãos de D'us recaem sobre a união!

"As muitas águas não poderiam apagar o amor nem os rios afogá-lo."    Cântico dos cânticos 8.7





Shalom!

Hadassah Chai (Tatiana Calado)

domingo, 24 de julho de 2011

B'nei Anussim

"B'nei Anussim" significa: "Filhos dos forçados", estes foram os descendentes de judeus portugueses e espanhóis que foram forçados a "converterem-se" ao catolicismo. Contudo a maioria continuava servindo ao D'us Criador em secreto, porém quando eram pegos praticando alguma mitsvah (mandamento) das Sagradas Escrituras ou mesmo cantando em louvor ao D'us Eterno, ou cultuando-O de alguma maneira, eram perseguidos, condenados e mortos pela Inquisição.

A profecia está se cumprindo! D'us está restaurando a fé e a identidade de Seu povo, e como é bom fazer parte da geração que está vivendo o tempo da Restauração!

D'us disse que reuniria dos quatro cantos da terra o Seu povo e os levaria de volta a sua terra,  Erets Israel! Neste sentido, vemos que Ele está restaurando, como dito anteriormente, a identidade judaica de inúmeras pessoas que descendem desses judeus perseguidos pela Inquisição, bem como sua fé no D'us Único, o Criador, e no reconhecimento do Mashiach por Ele profetizado, nas Escrituras, e enviado à Terra, a saber - Yeshua!






Shalom!

Hadassah Chai (Tatiana Calado)

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Shavuot !

Estamos comemorando Shavuot!  Foi em Shavuot que o Eterno nos outorgou a Torah! Festa onde se entregava no Templo a primeira colheita da cevada, uvas, figos, romãs, azeitonas, tâmaras e do trigo. Seus ensinamentos nos trazem elevação espiritual e nos conduzem ao Mashiach Yeshua. Baruch HaShem!






Chag Shavuot!

Shalom!
Hadassah Chai (Tatiana Calado)

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Identidade Judaica

No ano 70 de nossa era, com a invasão do exército romano liderado pelo general Tito, o Templo Sagrado  foi destruído e a maior parte do povo judeu foi dispersa pelo mundo afora. Avançando um pouco na história, vemos no século XV, na Espanha, mais precisamente no ano de 1492, que os judeus que ali buscaram refúgio, foram expulsos pelos reis católicos e com a aprovação do então Papa Xisto IV. Como consequência, 120 mil judeus foram para Portugal. Mas este "abrigo" não saiu de graça, pois os judeus tiveram que pagar um alto preço para estabelecerem-se ali, pagando 8 ducados de ouro à Coroa Portuguesa. Os judeus que não podiam pagar a quantia estipulada, tinham metade de seus bens confiscados.

Durante anos a fio o povo judeu andou errante procurando um lugar para viverem em paz, já que haviam sido expulsos de sua Terra. Curioso é notar que por onde passaram, de tempos em tempos, levantava-se uma perseguição local e além de serem humilhados e mortos muitas e muitas vezes, a perseverança pela sobrevivência nunca cessou.

Com a união da família real portuguesa com a família real espanhola, através do casamento da filha de um rei católico espanhol com D. manuel, rei de Portugal, torna a permanência judaica em Portugal, um tanto complicada, pois uma das condições impostas pela Coroa Espanhola para que o casamento fosse realizado era que Portugal adotasse as leis da Inquisição praticadas na Espanha.

O rei de Portugal resolveu, então, forçar a conversão dos judeus ao catolicismo romano, em vez de expulsá-los, até porque, esta decisão teve como base o interesse de Portugal que estava sendo beneficiado com os grandes profissionais judeus que estavam contribuindo para o crescimento do país. Os judeus que permaneceram em Portugal, tiveram seus bens confiscados e pagavam caros impostos para obter o direito de ali permanecer.

E o que acontecia com os judeus que se recusavam a tais exigências da Coroa Portuguesa? Bem..., estes eram julgados, condenados e executados nas fogueiras inquisitórias. Por isso, a maioria dos judeus "converteram-se" à força. Tudo para terem sua vida preservada. Outros, porém aceitaram realmente o catolicismo com sua religião, sendo assim, chamados de cristãos-novos. Havia, contudo judeus que aparentemente seguia ao catolicismo, mas em secreto, continuavam praticando o judaísmo, sendo chamados de cripto-judeus/marranos.

O auge da Inquisição portuguesa ocorreu nos séculos XVI e XVII. Como os portugueses alcançaram o Brasil no século XVI, podemos pontuar que foi justamente no auge da Inquisição que vários judeus vieram para o Brasil junto com os portugueses, até porque, muitos deles trabalhavam para a Coroa. Assim, na comitiva de Cabral estava dentre alguns judeus, o famoso Fernando de Noronha. Aqui, trabalharam com o cultivo da cana-de-açúcar e na sua exportação.

Mas por aqui, a perseguição também se fez presente, através da visitação do Santo Ofício. Em 1624 foram executados em Lisboa 25 judeus que aqui estavam. No nordeste, uma batalha foi travada onde os holandeses vencem e dominaram Recife e uma parte do nordeste, afinal, os olhos dos pioneiros das navegações estavam postos na nova terra cheia de riquesas! Com isso, muitos judeus que viviam na Holanda vêm para o Brasil e junto vem também o rabino Itschac Aboab, o primeiro das Américas!

Após um tempo, os holandeses foram expulsos do Brasil e a comunidade judaica sai também. 150 famílias judias deixam a cidade de Recife e 23 judeus, que iam para Amsterdã, foram interceptados por espanhóis, e assim são aprisiondados na Jamaica, sendo libertos pelos franceses que íam para a América do Norte. Este grupo de judeus ajudou a fundar a cidade de Nova York.

Em 1774, enfim, cessa a Inquisição no Brasil! Em 1821, tem fim também em Portugal. O tempo passou..., a Inquisição acabou, porém é curioso notar que, hoje, vemos um pré-conceito, infundado, com relação aos judeus que descendem dos cristãos-novos e dos marranos. Pré-conceito este, que é praticado por muitos judeus de diversos ramos do judaísmo.

Há quem diga, ainda que tal afirmação seja errônea, que os judeus descendentes dos cristãos-novos e marranos, não sejam judeus "legímos"! Tal afirmação é totalmente infundada! 

Ora, não é o descendente de judeu um judeu? Claro que sim! Este tem em seu sangue, em sua história genealógica tal herança! Assim como um índio, ainda que tenha sido gerado e criado numa sociedade não indígena, com outros costumes, alheio a sua cultura primária, não deixa de ser um índio. E se este índio é movido por uma "força interior", uma afinidade que surge em algum momento de sua vida a praticar a cultura indígena, ainda que sem saber que a tal pertença, e mais tarde descobre e prossegue nesta prática, não seria isto a restauração de sua identidade indígena? Claro que sim! Pois assim também ocorre com os judeus e judias que pelos motivos históricos já mencionados, são movidos "naturalmente" a sua cultura e sua fé. Mais tarde, descobrem então, que fazem parte de tal povo, através de pesquisas na história de suas famílias, em pesquisas genealógicas, etc. E assim, passa a entender como as coisas se "encaixam" perfeitamente, e sentem-se confortáveis e familiarizados em sua original cultura e fé! Porém se deparam com uma não aceitação de sua identidade judaica por pessoas de seu próprio povo, que por motivos diversos que só D'us sabe, julgam-nas  pessoas  de "fora" querendo parecer que são, mas não sendo em sua origem, judeus e judias!

Alguém pode dizer: Mas esta questão genealógica não é o mais importante na vida. E eu digo: Realmente, a questão genealógica não é o mais importante na vida de alguém. O mais importante é ter fé e seguir o D'us Único, O Criador, e ao Mashiach prometido nas Escrituras, bem como os mandamentos do Pai. Porém, trato deste assunto, sobre a identidade judaica, por ser algo que, como já dito aqui, tem sido motivo para algumas pessoas sentirem-se "podadas" com receio da não aceitação e discriminação por parte de outros judeus. É por isso que se faz necessário, ao meu ver, um esclarecimento no objetivo de levar a uma reflexão crítica e esclarecedora deste assunto que é fato em nossos dias, colaborando assim para o combate de tal pré-conceito, que como já disse é infundado.

Esta é a triste realidade que merece ser pontuada e denunciada em seu erro e que tem gerado em muitos judeus e judias um certo acanhamento, quanto a assumir sua identidade judaica em público, e principalmente quando há um suposto judeu "legítmo" por perto! pois receiam ser tratados com tal discriminação. Porém quero aproveitar este espaço para declarar aos meus irmãos e irmãs, judeus e judias, descendentes dos cristãos-novos e marranos, que não se acanhem em assumir publicamente, sempre que necessário, sua identidade judaica, que é legítima de fato e de direito!

Descobri minha identidade judaica aos poucos. Tudo começou com minha entrega total ao D'us de Israel e a obediência às Sagradas Escrituas, seguindo com prazer a Sua Lei e os Seus mandamentos, bem como crendo no Mashiach Yeshua conforme profetizados nas Escrituras! Fora isso, uma total afinidade com a cultura judaica, o amor a Erets Israel e à Yerushalayim! Mais tarde, através de pesquisas em família buscando dados genealógicos e comparando com a história, tomei ciência de que minha família tanto do lado materno quanto paterno descendem dos marranos e cristãos-novos.

Hoje, tenho certeza de minha identidade judaica a despeito de qualquer indiferença ou fala contrária de quem quer que seja.

Em tudo isso reconheço que a mão do Eterno me conduziu em Sua direção, em primeiro lugar, e depois à Teshuvah completa! Baruch HaShem!

O D'us de Israel é o sentido da minha existência e os Seus ensinos o prazer da mimha alma!

Shalom!

Hadassah Chai (Tatiana dos Santos Calado)

domingo, 17 de abril de 2011

Pessach !

Pessach, Festa da Libertação Física e Espiritual, Festa da vida!

[Shemót (Êxodo) Capítulo11 e 12]

"E este dia será para vós por lembrança, e o celebrareis como festa para o Eterno em vossas gerações; como estatuto perpétuo o celebrareis. (...) E direis: Sacrifício de Pessach é para o Eterno, que saltou sobre as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu aos egípcios, mas as nossas casas livrou. (...) E foi neste mesmo dia, que tirou o Eterno aos filhos de Israel da terra do Egito, por seus exécitos."   Shemót 12.14, 27, 51

É a Festa da libertação Física porque porque D'us, o Criador, libertou nosso povo, os judeus, da escravidão do Egito e conservou com vida os primogênitos de cada família israelita, bem como os de seus animais, quando a décima praga acometeu os egipcios, levando a morte todos os seus primogênitos atingindo também o primogênito de cada um de seus animais.

Naquele dia, o Eterno, D'us de Israel, ordenou que os hebreus (judeus), matassem um cordeiro e aspergissem seu sangue nos umbrais e na verga de suas portas. Este sangue serviu de sinal da proteção de D'us sobre Seu povo, livrando-os do anjo da morte que passou por cima das casas dos hebreus, não podendo atingi-los.

Após o pôr-do-sol, D'us ordenou que cada família de Seu povo, em suas casas, comessem a carne assada do cordeiro que havia sido imolado com ervas amargas e pães asmos (sem fermento), pois o pão foi feito às pressas e por isso não houve tempo para a levedura de sua massa. Este é o Pessach do Eterno!

D'us ordenou que esta cerimônia fosse realizada anualmente de geração em geração para sempre! Para que se trouxesse a memória o livramento que Ele deu ao Seu povo, conservando os primogênitos com vida e livrando Seu povo da escravidão do Egito.


O pão asmo simboliza o pão da pobreza, devido a vida que levaram durante a escravidão; as ervas amargas simbolizam o sofrimento da escravidão e o cordeiro simboliza o livramento que D'us deu através do seu sangue que serviu de sinal nos umbrais e na verga das portas, ordenando que o povo comesse de sua carne assada.






                                                                          
É a Festa da Libertação Espiritual porque muitos anos mais tarde, D'us faz cumprir a profecia há muito predita, enviando o Mashiach, Yeshua, conforme relatado em Yesha'iahu (Isaías) 53. Ele, Yeshua é a mão forte e o braço estendido do Eterno, o Seu yad chazacah uvzrôa n'tuiah! ( יד חזקה ובזרע נטויה  ) Yeshua morreu num dia de Pessach como "Cordeiro de D'us". Seu sangue vertido no madeiro faz, assim, expiação pelos nossos pecados e nos livra da morte eterna, seu corpo foi pregado na estaca por amor de nós, como corban (sacrifício) nos concedendo assim vida eterna, plena, para o serviço de D'us.

"...e a quem foi revelado o braço do Eterno?... Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si, e nós o reputávamos por aflito, ferido de D'us e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos trás a paz estava sobre ele, e pelas suas pisadura fomos sarados. (...) Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado para o matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca. (...) Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, ..." Yesha'iahu (Isaías) 53

É a Festa da Vida porque como já dito anteriormente, D'us conservou os primogênitos do Seu povo com vida e ainda nos dá vida eterna através de Seu Filho, Yeshua HaMashiach! Vida eterna é a vida em plena comunhão com D'us para sempre!

Vale lembrar, ainda, que Yeshua participou do Pessach antes de morrer e três dias após sua morte, ele ressuscitou, está à direita de D'us e voltará, conforme as profecias, para instituir o reino do Eterno aqui na Terra, mas isto é um assunto para uma outra postagem...

"(... ) 'Como vocês sabem, Pessach terá início daqui a dos dias, e o Filho do Homem será entregue e pregado numa estaca de execução.' (...) No primeiro dia da festa das matsot, os talmidim vieram a Yeshua e lhe perguntaram: 'onde quer que lhe preparemos o seder?' (...) Quando anoiteceu, Yeshua estava reclinado à mesa com os doze talmidim. Enquanto estavam comendo, ... 'Quem mergulha  a matsah no prato, comigo, é o que me trairá. O Filho do Homem morrerá, como prediz o Tanach, (...) Enquanto comiam, Yeshua pegou a matsah , disse a b'rachah, partiu-a, e a deu aos talmidim, dizendo: 'Peguem e comam; isto é o meu corpo! Ele também pegou um cálice de vinho, disse a b'rachah, e o deu a eles dizendo: 'Bebam dele todos vocês! Porque este é o meu sangue, que confirma a Nova Aliança, meu sangue derramado a favor de muitos, para que tenham os pecados perdoados. Eu lhes digo que não beberei deste 'fruto da videira' novamente até o dia em que beberei o vinho novo com vocês no Reino de meu Pai.' Depois de terem cantado o Hallel, saíram para o monte das oliveiras."  Mattityahu 26.2, 17, 20, 23-24, 26-30

Chag Pessach Sameach!

Hadassah Chai (Tatiana Calado)


Para quem estiver interessado, segue abaixo um link que disponibiliza a Hagadah de Pessach:

http://issuu.com/gbcreative/docs/apostila_hagadah_pessach

quarta-feira, 2 de março de 2011

A restauração do entendimento quanto à judaicidade original das Escrituras Sagradas, requer a retirada da "roupagem" romana que tentaram impor ao longo dos tempos!

Sinagoga, Torah, Mitsvot, Pessach! Estes termos podem parecer estranhos para muitos, mas na verdade eles estão nas Sagradas Escrituras e deveriam ser comumente usados por todos nós, desde que surgiram, mas por que será que muitas pessoas não sabem nem que Yeshua é o nome original do Mashiach que foi transliterado do grego para o português como "J e s u s" e que ele, ao invés de frenquentar uma igreja, frequentava o Templo em Yerushalayim e as sinagogas?! Ah! Tem mais! Ele era rabino!! Rabino? Muitos podem perguntar! Isso mesmo! Yeshua era rabino! Vejamos porque todo esse “estranhamento” ocorre em muitos lugares e por parte de muitas pessoas.

A Igreja descendente do movimento reformista surge no séc. XVI. Martinho Lutero um dos principais líderes da Reforma era monge na Instituição criada pelos romanos. Protestou contra as indulgências, e tantas outras mentiras que a Igreja Católica Apostólica Romana estava disseminando e impondo como verdade aos seus fieis. Isto foi um fato positivo da Reforma, visto que denunciou um ponto importante no que diz respeito a salvação, que não está correlacionada às indulgências, cobradas na época. Mas será que o Movimento Reformista deu conta de denunciar todas as mentiras impostas pelos romanos?

Vejamos alguns pontos importantes para que possamos refletir e, assim, compreender melhor o porquê de tanta controvérsia em debates teológicos!

É bom lembrar que os servos de HaShem serviram-No primariamente nos altares edificados ao ar livre – Bereshit (Gn) 4.2-7; 8.20; 12.7-8; 14.17;




posteriormente no Mishcan (Tabernáculo) – Shemót (Êx) 27.1-8; 30.17-21; 25.31-40;




depois no Beit HaMicdash (Templo) em Yerushalayim – 1 Reis 9.1-3; 2 Reis 23.1-3




As sinagogas surgem com a destruição do Primeiro Templo e o cativeiro em Babilônia, e serviam como casa de estudos e oração. Mesmo com a reconstrução do Segundo Templo, as sinagogas permaneceram – Ezras 1.1-5; 3.1-7, 10-13, 6.16-18; Yochanan 10.22-25; Lucas 19.47-48; 6.6 Atos 3.1; 9.20.




Yeshua, o Mashiach, como judeu e rabino (líder religioso que ensinava as Sagradas Escrituras), seguia a Torah e freqüentava tanto o Beit HaMicdash como as sinagogas – Mattityahu 4.23. A comunidade messiânica, fazia da mesma forma, além de reunir-se com frequência nas casas – Atos 2.46-47.

De acordo com os Textos Sagrados, tomamos conhecimento de que Yeshua e seus talmidim comemoravam as Festas ordenadas pelo Eterno, o Shabat era observado..., enfim eles obedeciam aos mandamentos da Torah – Mattityahu 5.16-19.

Chegando no ano 70 podemos ver pelos relatos históricos, um grande conflito em Yerushalayim, pois nesta época o Império Romano já estava mais agressivo contra os judeus e é nesse contexto que o Segundo Beit HaMicdash é destruído. Enquanto os judeus sofriam errantes pelo mundo a fora, o Império Romano fazia valer pela sua força política e cultural as mudanças que lhe aprazia. Mais tarde mudaram o nome da Terra Santa que na época chamava-se Y`hudah (Judeia), para Palestina (palavra descendente de Filístia = filisteu) e à Yerushalaim, chamaram de Aelia Captolina (Aelia foi colocado em homenagem a Publius Aelius Hadrianus, nome do então Imperador romano e Capitolina , por causa do santuário erguido em homenagem a Júpter Capitolino, no local do Templo). Isto é um ponto importante, para podermos refletir, em como o Império romano fez para tentar “apagar” da memória das pessoas toda a verdadeira história judaica, sua cultura e fé. Não podemos deixar de observar, que mesmo em pouquíssimo número, sempre houve a presença de judeus em sua terra, apesar da dispersão em massa.

No séc. IV, Constantino, resolve criar uma instituição religiosa. Ele tentou romanizar as Sagradas Escrituras e fazer disso uma religião universal. Assim, através de sua influência, o poder romano disseminou sua religião e cultura helênica (grega) pelo mundo. Assim surge a “nova” instituição pagã do Império Romano! Somente no séc. XVI, como anteriormente citado, surge a Reforma Protestante e, com ela, muitas instituições denominacionais que trouxeram consigo muitas características da Igreja Romana, como por exemplo, a comemoração do Natal e a abolição das Festas Sagradas, a mudança do calendário judaico pelo gregoriano, dentre outras. Por conta de um novo calendário, o gregoriano, criado pelo papa Gregório, consequentemente ocasionou uma mudança na comemoração da Festa de Pessach (Páscoa), que também passa a ser comemorada ritualmente diferente da maneira como está relatada na Torah, além disso, passam a fazer seleção dos mandamentos que devem ser observados. Surge muita “novidade” como a nomenclatura “Antigo Testamento”, quando na verdade o conjunto dos livros da Torah, mais os livros dos Profetas e os demais Escritos Sagrados é chamado de TaNaCh, que é uma palavra formada pelas letras iniciais dos grupos dos livros que o formam: T (Torah) Gênesis à Deuteronômio, N (Neviim) = Profetas, Ch (Chetuvim) = Escritos.

Esses são apenas alguns exemplos, dentre muitos outros, das mudanças imposta pela Instituição Romana e que até hoje traz tanto conflito na compreensão de muita gente.

É bom lembrar também que Lutero apesar de ter denunciado algumas mentiras da Igreja Romana, infelizmente, por outro lado, mandou destruir as sinagogas, queimar os livros judaicos de oração, perseguiu os rabinos além de ordenar maus tratos aos judeus de diversas maneiras...

O conhecimento de tais fatos históricos traz maior esclarecimento a respeito do motivo pelo qual muita gente ainda continua a desconhecer muitas verdades das Sagradas Escrituras e acabam reproduzindo o discurso que fora propagado por Roma durante séculos.

Porém, estamos vivendo um tempo de Restauração, um momento na história em que as verdades das Escrituras Sagradas estão sendo compreendidas por muitas pessoas em todo mundo e isto faz parte do preparo para o retorno do Mashiach, pois antes dele voltar, sua Comunidade deve estar de volta à sua originalidade, tanto em entendimento, quanto em prática com relação ao serviço de adoração a HaShem.

Apesar das atitudes dos babilônicos, dos romanos, de Lutero, de Hitler, de Ahmadinejad, e todos os que odeiam os judeus em todos os tempos, maior é quem está protegendo o povo de Israel - O Guardião de Israel! Adonai Tsevaot! Ele jamais permitirá que Seu povo seja destruído, nem Sua palavra profanada, pois Ele mesmo é quem está comandando Seu exército para cumprir o Seu intento de Restauração. A Restauração de toda a Verdade para que o retorno do Mashiach se realize em tempo oportuno e determinado por Ele.

Vejamos agora algumas práticas realizadas pelos servos de HaShem na época de Yeshua e que o domínio romano tentou “apagar” da vida das pessoas devotas ao Eterno:


- B`rit Milah (Circuncisão) - Bereshit 17.9-13:


“No oitavo dia, data da realização do B`rit Milah, foi-lhe dado o nome Yeshua, usado pelo anjo para chamá-lo antes de sua concepção.”  Lucas 2.21

“No oitavo dia, era realização do B`rit Milah do menino. Queriam lhe dar o nome de Z`kharyah,... ‘Não , ele será chamado Yochanan’”.  Lucas 1.59-61



- Pidion Haben (Redenção do Filho Primogênito) - Shemot (Êx) 12.11-14:


“Ao chegar o tempo da purificação deles, de acordo com a Torah de Mosheh, Yosef e Miryam o levaram a Yerushalayim para apresentá-lo a ADONAI (como está escrito na Torah de ADONAI: ‘Todo primogênito do sexo masculino deve ser consagrado a ADONAI’) e também para oferecer o sacrifício de um par de rolinhas ou dois pombinhos, de acordo com a Torah de ADONAI.”  Lucas 2.22-24



- Festas ordenada por HaShem:


Shabat - Bereshit 2.2-3; Shemót 16.25-30:




“Foi a Natzeret, onde havia sido criado, e no shabat se dirigiu à sinagoga,como de costume. Levantou-se para ler, e lhe foi dado o rolo do profeta Yesha`yahu. (...)”  Lucas 4.16-17

 “...No shabat, as mulheres descansaram, em obediência ao mandamento.”  Lucas 23.56






Pessach - Shemot 12.1-20:





“No primeiro dia da festa das matzot, os talmidim vieram a Yeshua e lhe perguntaram: ‘Onde quer que lhe preparemos seder? (...)" Mattityahu (Mt) 26.17










Shavuot (Pentecostes) - Vayikrá (Lv) 23.15-16; Devarim (Dt) 16.9-12




     









“Chegou a Festa de Shavu`ot e os crentes estavam todos reunidos em um só lugar.”  Atos 2.1




Sucot – Vayicrá (Lv) 23.40-43:







“No último dia da festa, Hoshana Rabbah, Yeshua se levantou e disse em alta voz: ‘Se alguém tem sede, venha a mim e beba! Quem deposita a confiança em mim, como dizem as Escrituras, rios de água viva fluirão do seu interior!”  Yochanan 7.37-38





- Festa instituída pelo povo judeu por ter o Eterno operado milagres:


Chanucá







“Chegou o tempo de Chanucá, Yerushalayim. Era inverno, e Yeshua estava andando na área do Templo, caminhando pela colunata de Sh`lomoh”.  Yochanan 10.22


Note que tomei o cuidado de mencionar as passagens registradas no B`rit Hadasah de fatos da Época de Yeshua, ou posterior, para que possamos ter atenção quando lermos o B`rit Hadashah, entendermos que essa falsa história de abolição da Torah, que alguns querem insistir em continuar propagando não procede. Isto realmente não faz sentido algum, é totalmente contraditório, pois toda a Comunidade Messiânica obedecia e continua obedecendo a Torah. O próprio Yeshua deixou explícito que devemos observá-la. Assim ele recomendou ao homem rico:


“... ‘Rabbi, que boa ação deverei fazer para ter a vida eterna?’ Yeshua lhe disse: ‘...Se você quer obter a vida eterna, obedeça às mitzvot’. (...)"  Mattityahu 19.16-17


Ninguém tem autoridade para mudar a palavra de HaShem, Ele é Soberano, é o El Shadai. Seu filho e Ele estão em concordância e aqueles que querem segui-Lo devem estar também em concordância com Sua palavra. A Torah não foi abolida! Ela está viva! Yeshua é a Torah viva!!!

O que era lido e estudado nas sinagogas? Todo o Tanach! Não havia o B`rit Hadashah, inclusive só pelo ano 70, provavelmente, foi escrito o Evangelho segundo Lucas, mas Yochanan deixa bem claro o objetivo da escrita dos relatos a respeito da vida de Yeshua, que é para que creiamos que ele é o Mashiach, o Filho do Eterno:


“Yeshua realizou muitos outros milagres na presença dos talmidim, que não estão registrados neste livro. Mas estes foram escritos aqui para que vocês possam confiar que Yeshua é o Messias, o Filho de D`us, e que, mediante essa confiança, tenham vida por causa de quem ele é.” Yochanan 20.30



Quando lemos as cartas dos talmidim como as de Sha`ul, as de Yochanan, e dos demais que escreveram, podemos observar o que se passava na época, as questões que se discutiam, como estava a situação das congregações, e a solução dos problemas apresentados, além dos relatos de divulgação das boas novas e dos milagres que foram feitos. Tudo isto foi escrito muito tempo depois que Yeshua ascendeu ao Pai e toda aquela comunidade seguia a Torah, como dito anteriormente. Vemos como Sha`ul fala sobre a Torah de maneira difícil, mas quando lemos com cuidado podemos entender seus escritos, que jamais entram em contradição com as Escrituras Sagradas, Sha`ul era muito instruído para escrever de maneira contraditória, ele não poderia negar as palavras de Yeshua, felizmente ele não negou, pelo contrário, sofreu perseguições por crer ser ele o Mashiach profetizado no Tanach! Sha`ul valorizou a Torah:



“Portanto a Torah é santa; isto é, o mandamento é santo justo e bom.” Romanos 7.12



Veja que a questão da tradução das Escrituras é importante no que diz respeito a obter um entendimento mais esclarecido, principalmente quando se trata de trechos onde não se encontra de maneira clara o que o autor quer dizer.

Sabemos pela história o que a Inquisição fez aos que se atreviam a traduzir os Textos Sagrados, morriam queimados! Para surpresa dos opositores, cada ano que passa mais esclarecido o povo fica, pois além de tudo, o próprio D`us abre o entendimento dos que O buscam com sinceridade de coração. Nesta luta, chegamos ao ponto onde estamos, entre tantos embates, estamos na reta final, não dá mais para ocultar o que está revelado e “clarificado”! Uma “onda” de esclarecimento está inundando a terra, e o povo que serve ao Eterno está, cada vez mais, compreendendo Sua santa Palavra!

Temos hoje a Terra Prometida com o nome que lhe cabe! Chama-se: Estado de Israel e sua capital é Yerushalayim!!!




Agora, imagine Yeshua! Ele não usava toga romana vermelha, ele usava um belo talit (Lc 8.44), ele também orava em hebraico, fazia as berachot (bênçãos) na língua sagrada nas ocasiões como era costume entre os judeus, antes do partir do pão; etc (Lc 9.16), ele fazia parashiot para os seus talmidim ouvirem no shabat(Mt 4.23), Lia a haftará nas sinagogas (Lc 4.16-21), comia matsah e ervas amargas uma vez ao ano no seder de Pessach !!(Mt 26.26-27) Esse é o meu Mashiach, esse é o Mashiach profetizado no Tanach, o Filho de HaShem, que andava no meio dos desprezados para lhes levar a libertação e cura !! (Lc.5.29-32) Denunciava o legalismo dos p`rushim (fariseus) e ensinava a correta observação das mitsvot (Lc 13.14-17). Homem simples e ao mesmo tempo cheio de sabedoria e autoridade inigualável ! (Mc 1.21-22) Perfeito, nunca pecou e está vivo para nos ajudar em todos os momentos de nossa vida !(Mt 28.5-6; 11.28-30) Inclusive para abrir a vista aos cegos tanto física como espiritualmente, para fazer os coxos andarem tanto física, como espiritualmente, para curar qualquer enfermidade do corpo, como da alma! (Lc 6.17-19) Ele é o judeu Yeshua, o meu Salvador, o meu Mashiach! Enviado pelo Pai, meu Pai – o Eterno de Israel! Baruch HaShem!



Belas são as palavras de Yeshua, bem como seus ensinos, por isso a multidão o seguia e até hoje é assim!


“Não pensem que vim abolir a Torah ou os profetas. Não vim abolir, mas completar. Sim, é verdade! Digo a vocês: até que os céus e a terra passem, nem mesmo um yud ou um traço da Torah passará – não até que todas as coisas que precisam acontecer tenham ocorrido. Portanto, quem desobedecer à menor dessas mitsvot e ensinar outras pessoas a agirem da mesma forma será chamado ‘maior’no Reino do Céu.”  Mattityahu 5.17-19



Baruch Atá Adonai Eloheinu Mélech Haolam!!

Hadassah Chai (Tatiana Calado)